sábado, 18 de junho de 2011

Ódio

Sendo um cristão posso odiar?
Inicialmente eu diria que NÃO. Analise comigo.
A Bíblia diz "irai-vos e não pequeis, não se ponha o sol sobre a vossa ira". Entretanto ira não é a mesma coisa que ódio. A ira é uma emoção repentina, passageira. Já o ódio é um sentimento profundo de ira, raiva, rancor, aversão, inimizade, desgosto, repulsa contra algo ou alguém.
Tal sentimento é averso àquilo que Jesus Cristo nos ensinou.
Quando odeio algo ou alguém tenho repulsa, aversão, rancor, desgosto ou inimizade pelo objeto do meu ódio, ao ponto de querer o mal, a destruíção, a ruína daquilo que odeio. "Tenho vontade de acabar com a vida daquele(a) miserável" é o pensamento e o sentimento de quem odeia. O pior é que com isso no coração vou "louvar" a Deus e "ministrar" na casa dEle. E isso não é ficção, tenho conhecimento de causa. Com isso no meu coração, pergunto: Será que Deus recebe o meu louvor? A minha ministração abençoará vidas? A resposta nós sabemos. É um taxativo NÃO!
A vida cristã não se resume num momento, quando estamos na igreja, diante dos irmãos. É o que eu sou por dentro (ou não sou). Posso ter "aparência de piedade", mas negar a fé.
Minha capacidade de reconhecer os meus pecados, arrepender-me, pedir perdão, perdoar aos meus ofensores e acima de tudo amar incondicionalmente determina se sou um seguidor de Cristo ou não! (Referindo-se a cristãos, evidentemente).
Quando eu era criança costumava ouvir sempre no rádio uma música, que em determinada parte da letra, dizia: "não adianta ir à igreja rezar e fazer tudo errado" e é assim que muitos cristãos agem hoje.
Odiar faz mal a mim mesmo e nenhum mal a quem eu odeio (a não ser que eu vá e faça algum dano em quem odeio). Fecha o meu coração e torna-me doente. Sem contar que impede a minha comunhão com Deus. Minhas orações não passarão de balbuciar de lábios, porque não serão atendidas pelo Senhor, a menos que eu expulse o ódio de dentro de mim e perdoe a quem odeio.
É SIMPLES assim!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

"Porque não falastes de mim o que era reto" (Jó 42.7)

Ao ler as palavras do Senhor a Elifaz em Jó 42.7, fico a pensar em quantas palavras frívolas e tolas costumamos falar porque não analisamos ou pensamos antes.

A repreensão do Senhor a Elifaz e seus amigos foi dura: "a minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus amigos". Já pensou Deus irado contra alguém por falar frivolidades? Foi o que aconteceu aqui.

Elifaz e seus amigos falaram banalidades acerca do próprio Deus, como se eles conhecessem bem o Todo-Poderoso. Eles deviam analisar bem as suas palavras antes de terem falado, mas não o fizeram e acabaram acendendo a ira do Senhor contra eles. Ainda bem que Deus é misericordioso e pronto a perdoar!

Penso que antes de tecermos qualquer comentário ou falarmos qualquer coisa acerca de alguém ou alguma coisa, devemos ter o devido cuidado para que nossas palavras não sejam tolas, f'rívolas ou banais. Devemos pensar antes: tais palavras são corretas acerca daquela pessoa? Eu tenho o suficiente conhecimento de causa para poder falar ou comentar alguma coisa acerca dessa pessoa ou desse fato? Se minha resposta for NÃO, é melhor ficar calado, porque até o tolo quando se cala é reputado por sábio (Pv 17.28).

Falar sem conhecimento de causa e ainda falar algo que venha prejudicar ou denegrir a imagem de uma pessoa é algo muito sério.

Nunca devemos nos esquecer do que Jesus ensinou em Mateus 5.22 "Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno". (grifei a palavra "disser" para enfatizar o que estou abordando). E ainda: "Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo" (Mt 12.36).

Um critério pode ser aplicado. O que eu sei de uma pessoa é bom, edifica, dá bom testemunho, então posso falar sem problema. Se o que sei é ruim, não edifica e não dá bom testemunho, então me calo. Que Deus julgue a cada um. Mas que não saia de minha boca nenhuma frivolidade!

Que assim seja!