sexta-feira, 17 de junho de 2011

"Porque não falastes de mim o que era reto" (Jó 42.7)

Ao ler as palavras do Senhor a Elifaz em Jó 42.7, fico a pensar em quantas palavras frívolas e tolas costumamos falar porque não analisamos ou pensamos antes.

A repreensão do Senhor a Elifaz e seus amigos foi dura: "a minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus amigos". Já pensou Deus irado contra alguém por falar frivolidades? Foi o que aconteceu aqui.

Elifaz e seus amigos falaram banalidades acerca do próprio Deus, como se eles conhecessem bem o Todo-Poderoso. Eles deviam analisar bem as suas palavras antes de terem falado, mas não o fizeram e acabaram acendendo a ira do Senhor contra eles. Ainda bem que Deus é misericordioso e pronto a perdoar!

Penso que antes de tecermos qualquer comentário ou falarmos qualquer coisa acerca de alguém ou alguma coisa, devemos ter o devido cuidado para que nossas palavras não sejam tolas, f'rívolas ou banais. Devemos pensar antes: tais palavras são corretas acerca daquela pessoa? Eu tenho o suficiente conhecimento de causa para poder falar ou comentar alguma coisa acerca dessa pessoa ou desse fato? Se minha resposta for NÃO, é melhor ficar calado, porque até o tolo quando se cala é reputado por sábio (Pv 17.28).

Falar sem conhecimento de causa e ainda falar algo que venha prejudicar ou denegrir a imagem de uma pessoa é algo muito sério.

Nunca devemos nos esquecer do que Jesus ensinou em Mateus 5.22 "Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno". (grifei a palavra "disser" para enfatizar o que estou abordando). E ainda: "Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo" (Mt 12.36).

Um critério pode ser aplicado. O que eu sei de uma pessoa é bom, edifica, dá bom testemunho, então posso falar sem problema. Se o que sei é ruim, não edifica e não dá bom testemunho, então me calo. Que Deus julgue a cada um. Mas que não saia de minha boca nenhuma frivolidade!

Que assim seja!

Um comentário:

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Graça e paz!

Os amigos de Jó cometeram os mais perversos julgamentos morais contra um justo. Apenas porque viram-no empobrecido e doente, raciocinaram de um modo tão restrito a ponto de achar que aquele íntegro servo de Deus estivesse recebendo uma retribuição pelo seu pecado.

Assim também, penso que devemos ser cautelosos ao lidarmos com os nossos irmãos. Pessoas quando vêem o outro enfermo ou com problemas dão palpites achando que já têm a resposta para a situação como se a causa fosse falta de oração, afastamento da igreja, pecado, etc. Há congregações onde a doença de um membro chega a ser encoberta porque contradiz a lógica do discurso da prosperidade.

Voltando ao livro de Jó, vejo que os seus amigos só fizeram bem a ele enquanto sofreram calados por sete dias e sete noites, percebendo a dor sofrida. Depois foram incapazes de ouvi-lo com o coração.