quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Fé, esperança e amor!

Estamos chegando ao fim de mais um ano e no começo de mais outro ano!

Tudo o que aconteceu nesse ano que se finda é passado! Coisas boas ou ruins, tudo faz parte do passado, “as coisas velhas já passaram…” (2 Co 5.17).

O prognóstico para o futuro não parece muito alentador, mas uma coisa é certa, a fé, a esperança e o amor não podem faltar na vida daqueles que querem dias melhores para o futuro.

Sim, fé no Deus que está no controle de todas as coisas, fé em si mesmo, ainda que tudo pareça contrário e os outros não acreditem em você, fé no ser humano, ainda que nos decepcionemos, fé na vida, ainda que seja difícil e cheia de obstáculos!

Esperança no Deus que nunca nos deixa só e tem preparado um lugar de glória para cada um de nós, esperança que haverá dias melhores, esperança de uma vida tranquila e de paz, ainda que em meio a tormentas e tribulações.

Acima de tudo o amor, que deve estar presente em todas as ações e atitudes de nosso ser. O amor que deve encher nossos corações de tal maneira que não haja lugar para nenhum sentimento contrário. Amor a Deus sobre todas as coisas, amor ao próximo e a amor a si mesmo!

Afinal, somente isso permanecerá!

“Agora, pois, permanecem a , a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13.13).

“Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação” (1 Tessalonicenses 5.8)

“Lembrando-nos sem cessar da obra da vossa , do trabalho do amor, e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai” (1 Tessalonicenses 1.3)

Feliz Ano Novo para todos!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O irmão mais velho

"Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos; vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado" (Lucas 15.29,30).
A história do filho pródigo é conhecida de todos.
O filho mais jovem que pediu sua herança ao pai, saiu de casa, desperdiçou tudo e quando se viu na miséria, volta pra casa na esperança de ser recebido de volta por seu pai, pelo menos como um emprego. Para a sua surpresa e alegria, o pai o recebe de volta como filho e faz uma festa, matando o melhor do rebanho para comemorar o seu retorno.
Mas a história não termina aí. Tem o irmão mais velho que ao chegar em casa e ver aquela festa, nem sequer entra em casa, mas pergunta a um emprego o que estava acontecendo. Ao ser informado que a festa era pelo retorno do irmão, fica INDIGNADO e não quer entrar na casa para participar. O pai vai ter com ele e insiste para que ele entre e se alegre por seu irmão está são e salvo.

É no diálogo com o pai que o irmão mais velho do pródigo revela o que havia em seu coração.

"Eis que há tantos anos te sirvo". Ele era filho ou servo? Filho, mas agia como servo. Estava com o pai por obrigaçâo e não por amor. Reclama os anos que tinha de casa, como se isso fosse uma virtude. Ele morava lá, era a casa dele, era normal que estivesse tanto tempo com o pai.

"Nunca transgredi um mandamento teu". Fidelidade baseada em regras, tipo "faça isso e não faça aquilo", e por medo e não por gratidão, prazer e amor.

"Nunca me deste um cabrito...". Em outras palavras chama o pai de ingrato com ele. Como o pai mesmo falou tudo era dele, era somente ele pegar, mas ele não agia como filho e nem se sentia como tal.

"Vindo, porém, este teu filho...". Não considerava o irmão como irmão, ao invés de chamá-lo "meu irmão", preferiu dizer ao pai "teu filho", talvez por sentir-se menosprezado pelo pai ou quem sabe, ciúmes do irmão, ou talvez preferisse que o irmão estivesse morto. Ele nunca se preocupou com o paradeiro do seu irmão.

"...que desperdiçou os teus bens com as meretrizes". Joga em rosto os pecados do irmão. Não estava disposto a perdoá-lo. O irmão não merecia aquela festa, quem sabe teria que ser castigado e pagar pelos seus pecados (não bastava o que já tinha passado: fome, nudez, desprezo, humilhação e tantas outras privações...).

Será que não estamos agindo como "irmãos mais velhos" com os que erram, mas se arrependem e querem continuar a caminhada?

Nos alegramos ao ver alguém que errou, mas que agora está na casa do Pai, adorando-O e servindo-O com amor e gratidão? Ou ficamos "indignados" como o irmão mais velho do filho pródigo?

Que os nossos corações sejam iguais ao do Pai e não ao do irmão mais velho!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Deixa pra lá...

Fico extremamente incomodado com a atitude do "deixa pra lá"  que alguns cristãos assumem nas relações uns com os outros, principalmente no que diz respeito às afensas.
Tenho observado algumas pessoas cortarem as relações umas com as outras, por ofensas cometidas entre elas, e cada um ficar na sua e achar isso a coisa mais normal do mundo.
Deixaram pra lá!
Jesus não nos ensinou a "deixar pra lá", Ele nos ensinou a enfrentar o problema e resolvê-lo. "Se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão" (Mateus 18.15), ou seja, "não deixa pra lá", vai lá e resolve o problema com o teu irmão. Tão simples, não é mesmo? É assim que devemos proceder, segundo o Evangelho. 

sábado, 18 de junho de 2011

Ódio

Sendo um cristão posso odiar?
Inicialmente eu diria que NÃO. Analise comigo.
A Bíblia diz "irai-vos e não pequeis, não se ponha o sol sobre a vossa ira". Entretanto ira não é a mesma coisa que ódio. A ira é uma emoção repentina, passageira. Já o ódio é um sentimento profundo de ira, raiva, rancor, aversão, inimizade, desgosto, repulsa contra algo ou alguém.
Tal sentimento é averso àquilo que Jesus Cristo nos ensinou.
Quando odeio algo ou alguém tenho repulsa, aversão, rancor, desgosto ou inimizade pelo objeto do meu ódio, ao ponto de querer o mal, a destruíção, a ruína daquilo que odeio. "Tenho vontade de acabar com a vida daquele(a) miserável" é o pensamento e o sentimento de quem odeia. O pior é que com isso no coração vou "louvar" a Deus e "ministrar" na casa dEle. E isso não é ficção, tenho conhecimento de causa. Com isso no meu coração, pergunto: Será que Deus recebe o meu louvor? A minha ministração abençoará vidas? A resposta nós sabemos. É um taxativo NÃO!
A vida cristã não se resume num momento, quando estamos na igreja, diante dos irmãos. É o que eu sou por dentro (ou não sou). Posso ter "aparência de piedade", mas negar a fé.
Minha capacidade de reconhecer os meus pecados, arrepender-me, pedir perdão, perdoar aos meus ofensores e acima de tudo amar incondicionalmente determina se sou um seguidor de Cristo ou não! (Referindo-se a cristãos, evidentemente).
Quando eu era criança costumava ouvir sempre no rádio uma música, que em determinada parte da letra, dizia: "não adianta ir à igreja rezar e fazer tudo errado" e é assim que muitos cristãos agem hoje.
Odiar faz mal a mim mesmo e nenhum mal a quem eu odeio (a não ser que eu vá e faça algum dano em quem odeio). Fecha o meu coração e torna-me doente. Sem contar que impede a minha comunhão com Deus. Minhas orações não passarão de balbuciar de lábios, porque não serão atendidas pelo Senhor, a menos que eu expulse o ódio de dentro de mim e perdoe a quem odeio.
É SIMPLES assim!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

"Porque não falastes de mim o que era reto" (Jó 42.7)

Ao ler as palavras do Senhor a Elifaz em Jó 42.7, fico a pensar em quantas palavras frívolas e tolas costumamos falar porque não analisamos ou pensamos antes.

A repreensão do Senhor a Elifaz e seus amigos foi dura: "a minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus amigos". Já pensou Deus irado contra alguém por falar frivolidades? Foi o que aconteceu aqui.

Elifaz e seus amigos falaram banalidades acerca do próprio Deus, como se eles conhecessem bem o Todo-Poderoso. Eles deviam analisar bem as suas palavras antes de terem falado, mas não o fizeram e acabaram acendendo a ira do Senhor contra eles. Ainda bem que Deus é misericordioso e pronto a perdoar!

Penso que antes de tecermos qualquer comentário ou falarmos qualquer coisa acerca de alguém ou alguma coisa, devemos ter o devido cuidado para que nossas palavras não sejam tolas, f'rívolas ou banais. Devemos pensar antes: tais palavras são corretas acerca daquela pessoa? Eu tenho o suficiente conhecimento de causa para poder falar ou comentar alguma coisa acerca dessa pessoa ou desse fato? Se minha resposta for NÃO, é melhor ficar calado, porque até o tolo quando se cala é reputado por sábio (Pv 17.28).

Falar sem conhecimento de causa e ainda falar algo que venha prejudicar ou denegrir a imagem de uma pessoa é algo muito sério.

Nunca devemos nos esquecer do que Jesus ensinou em Mateus 5.22 "Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno". (grifei a palavra "disser" para enfatizar o que estou abordando). E ainda: "Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo" (Mt 12.36).

Um critério pode ser aplicado. O que eu sei de uma pessoa é bom, edifica, dá bom testemunho, então posso falar sem problema. Se o que sei é ruim, não edifica e não dá bom testemunho, então me calo. Que Deus julgue a cada um. Mas que não saia de minha boca nenhuma frivolidade!

Que assim seja!

domingo, 6 de março de 2011

Que farei então de Jesus, chamado Cristo?

“Disse-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado.” (Mateus 27:22).

A pergunta de Pilatos ecoa até os dias de hoje e merece uma resposta honesta por parte de cada um de nós. A turba daqueles dias responderam: seja crucificado. Hoje, as respostas variam.

De fato, muitas pessoas não sabem o que fazer de Jesus. Não sabem se crêem nEle para a salvação e vida eterna, ou se O ignoram por completo. Há os que crêem parcialmente, sabem que Ele é o Salvador, que Ele é Deus, mas não fazem nada. Simplesmente ficam neutras. Mas, queiramos ou não, o que fazemos de Jesus afeta por completo a nossa existência. 

Tenho recebido uns e-mails de alguns de meus contatos alertando sobre um filme que será lançado em breve, chamado “Corpus Christi”, que é uma grande ofensa ao Salvador. Não li nada a respeito do filme, mas parece que nele Jesus e os discípulos são apresentados como homossexuais. O e-mail diz que nós, cristãos, não podemos aceitar esse filme, devemos protestar e boicotá-lo para que não seja lançado. Sinceramente, podemos sim protestar, boicotar e “botar a boca no trombone”, mas não creio que o filme deixará de ser lançado. Mas uma coisa podemos fazer: não assisti-lo. O que as pessoas fazem de Jesus é questão pessoal. Nós sabemos que o nosso Salvador não é “gay” e tampouco os seus discípulos. Uma coisa não devemos nos esquecer: “o mundo jaz no maligno”. É mister que apareça essas coisas. Lembram do filme "Jesus Superstar”? Esse é mais um daquele. Deixemos pra lá!

Jesus não deixará de ser Deus, Senhor dos senhores, Rei dos reis por causa de um “filmezinho” qualquer. Ele é Deus e pronto. Isso não pode mudar  a nossa fé nEle e o fato de que um dia Ele há de julgar a todos. O importante hoje é: o que fazer de Jesus. Ele é Senhor e Salvador de sua vida? Você crê nEle como Deus? Saiba que a resposta a essas perguntas é essencial para a sua felicidade eterna!

Shalom Adonai!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Amando e sendo amado

Há um falso conceito de que quem ama deve ser amado, ou seja, correspondido. O amor não exige nada em troca. Quem ama não exige, simplesmente ama e deseja o bem da pessoa amada,  mesmo que não seja ao seu lado, mesmo que não seja correspondido.
Isso é visto no amor de Deus pela humanidade. Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Amado para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. E pergunto: essa humanindade tem correspondido ao amor de Deus?  Claro que não! E Deus tem deixado de amá-la? Evidente que não!
Que melhor definição de amor do que a que encontramos em 1 Coríntios 13?
O amor que exige correspondência não é amor, é egoísmo e possessão. Há os que se utilizam deste princípio para exigir da pessoa que dizem “amar”a obrigação de corresponder. E quantos há que sentem até remorso por não amar tanto a quem lhes diz amar? Claro que estou me referindo neste caso ao amor “storge”. Ah, devo dizer antes de tudo que há quatro palavras gregas na Bíblia que são traduzidas por amor: eros, phileo, storge e ágape. Não vou defini-las detalhadamente, basta dizer que cada palavra é aplicada no contexto correto e define sim o amor na devida circunstância. Eros é o amor erótico, sensual, que deve existir entre os casais, que deve ser acompanhado do amor  “storge”, o amor romântico e coberto pelo amor “ágape”, a maior expressão do amor, que é o amor divino, sem deixar de lado o amor “phileo”, que é o amor fraternal.
O amor é sacrificial. É capaz de se sacrificar pelo bem do próximo. Jesus disse que ninguém tem maior amor do que sacrificar-se pelo irmão. Com isso fica evidente que não há necessidade de correspondência no amor.
Bem, dito isto, resta perguntar: você ama?
Shalom Adonai!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Vivendo sob a expectativa da eternidade!

A vida é uma dádiva de Deus. Todos gostamos de viver - há pessoas que estão desgostosas da vida, que preferem morrer, mas mesmo assim estão vivas, e há os que querem dar fim às suas vidas, esses precisam de ajuda!
Mas o que quero escrever aqui é sobre a vida sob a expectativa eterna. Sim, porque se esperássemos somente nesta vida, seríamos os mais infelizes dos seres humanos - embora haja os que não crêem na vida eterna.
Os que vivem na expectativa da vida eterna, vivem como se não vivessem! O viver é Cristo, o morrer é lucro! Vida e morte ganham significados novos e diferentes daqueles que o mundo conhece.
Isso não quer dizer que andamos buscando a morte ou que queremos morrer! Não! Isso quer dizer que, quer vivamos, quer morramos, nossas vidas estão nas mãos do Autor da vida. Dito isso, é preciso esclarecer que viver é muito bom, mesmo diante das lutas e tribulações da vida, mas em tudo isso somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou!
Viver na expectativa da eternidade é viver com menas preocupação com as coisas desta vida! Isso não significa que vamos relaxar as coisas desta vida, não dar importância ao que realmente é importante. Damos importância sim, mas tudo colocamos debaixo da ótica da eternidade, sabendo que tudo aqui é passageiro. Dizemos como o pregador de Eclesiastes, "vaidade de vaidade, tudo é vaidade" (você sabe que a palavra "vaidade" em Eclesiastes significa "passageiro", "efêmero", não sabe?). Tudo é passageiro, efêmero, inclusive a nossa vida aqui. Estamos de passagem. Um dia nos depararemos com a eternidade.  Esse dia há de chegar, cedo ou tarde, queiramos ou não. Há os que já estão se deparando com ela agora mesmo! Sim, a morte nos remete a eternidade, acreditemos ou não!
Viver na expectativa da eternidade é ser mais humano! É saber que nada somos. Há os que pensam que são diferentes, porém, sepultados não há diferença alguma. Todos nos decompomos de igual modo (a não ser que seja mumificado, mas isso já é outra coisa). Desta forma, fica fora o orgulho, a prepotência, o sentimento de superioridade, e nos igualamos aos outros, e até nos sentimos menores.
Viver na expectativa da eternidade é viver intensamente! É não deixar se abater pelos embates da vida! Decepções, tristezas, desilusões, e coisas semelhantes fazem parte da nossa vida aqui. Mas vamos nos abater? Não, como diz a letra de uma música popular "sacode a poeira e dar a volta por cima".
Acima de tudo, viver na expectativa da eternidade é viver com Cristo e para Cristo. Sem Ele não há eternidade! (E há, mas é bom nem falar!).
Shalom!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Salmo 12

Leia o Salmo abaixo, parece um retrato de nossos dias:

1  SALVA-NOS, SENHOR, porque faltam os homens bons; porque são poucos os fiéis entre os filhos dos homens.
2  Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado.
3  O SENHOR cortará todos os lábios lisonjeiros e a língua que fala soberbamente.
4  Pois dizem: Com a nossa língua prevaleceremos; são nossos os lábios; quem é SENHOR sobre nós?
5  Pela opressão dos pobres, pelo gemido dos necessitados me levantarei agora, diz o SENHOR; porei a salvo aquele para quem eles assopram.
6  As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes.
7  Tu os guardarás, SENHOR; desta geração os livrarás para sempre.
8  Os ímpios andam por toda parte, quando os mais vis dos filhos dos homens são exaltados.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dois homens, dois destinos diferentes

Eles eram discípulos. Andaram juntos, tiveram experiências em comum, viram coisas extraordinárias, presenciaram milagres e curas fantásticas ao longo da caminhada com o Messias. Tudo indica que um era superextrovertido, o outro superintrovertido. Um falava demais, o outro falava de menos e quando falou alguma coisa, falou inapropriadamente. Um fez uma declaração fantástica a respeito do Cristo, de que Ele era o Filho do Deus vivo, mas também se deixou levar pelo inimigo e foi usado por ele para dizer algo que tornaria impossível a nossa salvação.

Você já sabe de quem estou falando, não é mesmo? Sim, de Pedro e Judas. Os dois tiveram um momento crucial em suas vidas. Um se tornaria o traidor, o outro negaria o seu Mestre três vezes. A diferença estaria na atitude de cada um depois do pecado cometido.

Os dois seguiram caminhos totalmente diferentes.  Mas o mesmo sentimento invadiu a coração deles: REMORSO. Não, não venha me dizer que Pedro se arrependeu, enquanto Judas sentiu remorso simplesmente, como estou farto de ouvir em pregaçoes por aí.

O remorso de um o levou a enforcar-se, a tirar a sua própria vida numa tentativa de aliviar a dor que sentia por ter cometido tão grave pecado, o  de ter traído o seu Mestre, como ele mesmo disse “sangue inocente”.

O remorso de outro o levou a chorar amargamente.

Que diferença! Podemos concluir que os dois tinham conhecimento suficiente do Mestre para saber que Ele os perdoaria. Eles estiveram com Ele por mais de três anos e sabiam disso. Judas ao beijar o Mestre é chamado de amigo. Ora, se Jesus considerava Judas um amigo, o perdoaria por tamanha fraqueza! O problema estava em perdoar a si mesmo. Esse é o maior problema de muitos que pecam contra Deus.

O amor de Pedro pelo Mestre (e ele confessou isso três vezes) era muito grande para se deixar levar pelo sentimento de culpa, pelo remorso. Cabia a ele decidir se ficaria lamentando o pecado cometido ou se ia em busca do Mestre, para está com Ele, e receber dEle a incubência de apascentar as Suas ovelhas.

Um se tornou suicida, o outro, um dos maiores apóstolos e colunas da Igreja!

A diferença: a atitude e decisão pessoal de cada um. O fim, depende do caminho que seguimos. Cabe a nós escolher, afinal, Deus nos capacitou para que tomemos nossas próprias decisões.

É isso!

Conhece-te a ti mesmo

Este famoso aforismo grego, usado muitas vezes por Sócrates na sua maiêutica nos leva a refletir sobre quem somos de fato.

Conhecer-se não é fácil. Pensamos que nos conhecemos até o momento em que nos defrontamos com alguma situação em que agimos de uma forma que jamais imaginaríamos.

A Bíblia, no entanto, nos diz claramente quem somos: pecadores que precisamos desesperadamente de perdão e salvação, porque não há nenhum bom, que faça o bem e busque a Deus (Sl 14.1-3). O problema está em reconhecer isso.

Claro, hoje podemos nos reconciliar com Deus através de Jesus Cristo. Mas, mesmo conhecendo a Cristo e servindo-o da melhor maneira possível, é preciso avaliar-se constantemente. "Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia."  (1 Coríntios 10.12).

O conhecimento de si mesmo deve levar a pessoa a uma dependência completa e total de Deus. Conhecendo-nos podemos descobrir coisas espantosas ao nosso respeito. 

Já me peguei várias vezes diante do espelho, olhando para o meu rosto e perguntando-me: quem sou eu? E sabe a resposta? Não tenho resposta, e isso me leva a depender de Deus 24 horas por dia. Mas uma coisa eu sei: não sou bom, porque só há um que é bom: DEUS.

Assim, entrego-me ao meu Salvador Jesus Cristo e deixo que Ele cuide de mim e me transforme, pelo Espírito Santo, à sua imagem e isso cada dia de minha vida aqui na terra!

Shalom Adonai.

Não é comigo…

Oh, quantas vezes nos tornamos indiferentes ao sofrimento de nossos semelhantes! Se a dor não é minha, não me importa, não me comovo. Se o trágico não ocorreu comigo ou com alguém que amo, é como uma notícia de jornal, lamento, mas não choro.

Que mundo é esse em que vivemos? Que tipo de seres humanos nos tornamos? Parece que não há mais solidariedade entre nós.

Leio a Bíblia e vejo o meu Salvador movendo-se de íntima compaixão por uma multidão que estava como ovelhas que não tinham pastor. Vejo Ele chorando por uma cidade que não reconhecia o seu Redentor e Messias e que muitas vezes quiz Ele juntá-la junto a si, como a galinha junta os seus pintinhos! Vejo Ele chorando por uma família que tinha perdido o seu ente querido e que também era seu amigo! Sim, Jesus tinha sentimentos, Ele se comovia com o sofrimento humano, não ficava indiferente ao que acontecia ao seu redor.

Coloco-me como seguidor do Nazareno, mas não hajo como Ele diante do que acontece ao meu redor! Quão indiferente sou eu!

Se meu irmão sofre, aumento o sofrimento dele, julgando-o ou condenando-o, porque ele deve ter cometido algum pecado muito grave para está passando por aquilo. Ou se ele comete algum pecado, atiro pedras nele e condeno-o porque ele não vigiou, não manteve-se fiel a Deus. “Vai queimar no mármore do inferno!” (expressão “muçulmana” usada em uma novela para quem cometia algum erro). Mas sabe o que diz o meu Mestre? “Nem eu te condeno, vai e não peques mais”. Sabe, preciso ser mais humano e compreensivo. Parece que estou me tornando intolerante! Não, não se trata de “passar a mão no pecado”, mas ajudar o meu irmão para que sua dor seja amenizada. É isso que faria o meu Salvador!

Assim, quero chorar mais, quero me comover mais com a dor do meu semelhante, mesmo que não o conheça! Quero ser mais humano!

Shalom Adonai!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Happy New Year!

2011 chegou! Muitos estabeleceram objetivos, propósitos e metas a serem alcançados neste novo ano. É salutar que as pessoas façam isso! Mas sabem de uma coisa? Não fiz nada disso! Simplesmente estou vivendo. Estou seguindo o curso da vida. Minhas atividades permanecem as mesmas, minha vida continua a mesma. Não propus mudar nada.

Seguindo o curso da vida, quero cada dia que passa estar mais perto do meu Deus. Quero ser um verdadeiro seguidor do Nazareno, parecer cada dia mais com Ele. Amar, perdoar, exercer misericórdia, ser compassivo, dominar o meu “eu” (na verdade, mortificá-lo), coisas como essas que fazem parte de uma vida cristã normal e saudável. Ah, como eu gostaria de ter a fé do tamanho de um grão de mostarda! Como eu gostaria de espalhar as palavras do meu Mestre pelos quatro cantos da Terra! Mas, fazer o que? Viver, simplesmente viver da melhor maneira possível e fazer e dar o melhor que posso ao meu Salvador!

Assim, digo:  bem-vindo 2011! Vou viverte cada dia!