quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Vendo as pessoas como Jesus as via

Hoje me veio uma pergunta à mente: como Jesus via as pessoas?
Fiquei pensando em algumas passagens dos evangelhos e destaquei algumas.

"E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor."  (Mateus 9.36). O contexto desta passagem nos mostra Jesus percorrendo as aldeias e cidades ensinando nas sinagogas, pregando e curando as enfermidades e moléstias do povo. Eram tantas as necessidades do povo, que multidões se formaram, procurando o Mestre. Imagino que nessas multidões haviam pessoas de todo o tipo. Todas eram pecadoras. Se fôssemos enumerar, imagine os tipos de pecados que haviam no meio daquelas multidões. Mas Jesus não olhou para elas sob esse prisma. Preferiu vê-las como ovelhas cansadas e desgarradas, que não tinham pastor e teve grande compaixão delas. Jesus olhou para as necessidades espirituais delas, e não para os atos que eram praticados por aquelas pessoas.

"Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora."  (Lucas 7.39). Aqui está claro a descrição dessa mulher "uma pecadora". Foi assim que o fariseu a viu. Lucas também a descreve como tal (v. 37). Jesus, no entanto, a viu como uma mulher que buscava o perdão de seus pecados, uma mulher que "muito amou". Ela não pediu perdão, mas demonstrou o estado de sua alma, chorando, lavando os pés do Mestre com suas lágrimas e os enxugando com os seus cabelos. Por isso recebeu dEle as palavras: "Os teus pecados te são perdoados" e "a tua fé te salvou; vai-te em paz" (vv. 48,50).

"Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)."  (João 4. 9). Mulher samaritana, pecadora, mulher que tivera cinco maridos e agora estava com um que não era seu marido. Um judeu que se prezasse jamais falaria ou se aproximaria de uma mulher assim. No entanto Jesus conversa com ela e se revela o Messias. Além do mais, ela se torna uma verdadeira missionária, falando de Jesus às pessoas daquela cidade. Jesus não olhou para o "status" dela, mas para a necessidade de sua alma. Tratou-a com dignidade, conversando com ela e revelando-lhe profundas verdades sobre Deus e adoração.

"E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico."  (Lucas 19.2). Zaqueu, o publicano, o pecador, o traidor de seu povo. Era assim que ele era visto pelo povo e pelos religiosos. Para Jesus ele também era "filho de Abraão" (v. 9). Um filho de Abraão, que ao se encontrar com o Mestre, foi transformado em um novo homem, consciente de seus pecados e erros, e disposto a corrigi-los.

"E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério" (João 8.2). Uma mulher apanhada em adultério. Que vergonha! Os escribas e fariseus queriam cumprir a lei. Ela tinha que ser apedrejada. Era digna, merecedora disso! "Tu, pois, que dizes?", foi a pergunta deles. "Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela" (v. 7), foi a resposta do Mestre. Eles a viam como adúltera, Jesus a via como um mulher que necessitava de perdão, compaixão e misericórdia. Não a condenou, mas a perdoou e a advertiu "vai-te, e não peques mais" (v. 11).

E tantas outras passagens que me lembrei, que se fosse citar, essa postagem ficaria muito grande, e como sempre é visto aqui, não gosto de postagens com muitas palavras.

Mas o que quero sintetizar é que Jesus via as pessoas como pessoas. Como gente que precisava de perdão, amor, cuidado, compaixão, misericórdia, ajuda.
Será que não é isso mesmo que as pessoas precisam hoje?

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