quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Onde estão os amigos quando mais precisamos deles?

"Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo este mal que tinha vindo sobre ele, vieram cada um do seu lugar: Elifaz o temanita, e Bildade o suíta, e Zofar o naamatita; e combinaram condoer-se dele, para o consolarem. E, levantando de longe os seus olhos, não o conheceram; e levantaram a sua voz e choraram, e rasgaram cada um o seu manto, e sobre as suas cabeças lançaram pó ao ar. E assentaram-se com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, porque viam que a dor era muito grande" (Jó 2.11-13).

Dizer simplesmente que os amigos de Jós eram "amigos da onça" não faz jus a eles. Eles de fato se condoeram pela situação e estado de Jó ao ponto de chorarem, rasgarem seus mantos e jogarem pó sobre suas cabeças numa demonstração de dor e compaixão pelo amigo. Além do mais, sentaram-se na terra e durante sete dias e sete noites estiverem ali, com Jó, sem dizer-lhe uma palavra, pois viam que a dor dele era muito grande. Se eles eram amigos de verdade ou não, pelo menos eles estavam ali, ao lado de Jó, fazendo o que eles achavam que era certo. E os que se dizem amigos e desaparecem quando mais precisamos deles?

Os amigos de Jó erraram pois aumentaram a dor dele acusando-o de pecado contra Deus, sendo que ele era inocente. Amigo verdadeiro não passa a mão na cabeça do amigo quando este erra, mas também não o abandona, nem o condena, mas fica ao seu lado, mesmo não concordando com o seu erro. É como dizer ao amigo, "você errou, mas continua sendo meu amigo, conte comigo!". Isso não quer dizer que concorda com o erro, mas não desampara o amigo, nem o deixa se afundar na amargura.

Jó não tinha pecado. Os amigos ao pensarem isso dele, de certa forma queriam ajudá-lo, levando-o a reconhecer o seu erro e buscar a Deus. Foram impiedosos sim, mas ao menos fizeram o que acharam que deviam fazer. É no momento da dor que mais precisamos dos amigos. Não para afagarem o nosso ego, mas consolar-nos. Veja que essa era a intenção deles, consolar o amigo (v. 11). Consolar é aliviar a dor da alma! É fortalecer o ânimo caído! É incentivar a continuar a jornada, a erguer a cabeça e a confiar nAquele que tudo pode! As palavras podem ser simples, mas podem fazer grandes efeitos na vida do amigo necessitado.

No final de tudo, além de Jó ter sido abençoado, ainda abençoou os amigos, orando por eles. E veja que o Senhor virou o cativeiro de Jó quando este orava pelos amigos (Jó 42.10). E os amigos demonstraram obediência ao Senhor e humildade ao fazeren holocaustos por si mesmos e ao aceitarem a oração de Jó.

Bem, errados ou não, eles estavam lá!

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