domingo, 22 de agosto de 2010

Quando Israel era menino...

"Quando Israel era menino, eu o amei" (Os 11.1).

Jacó é um tanto controverso de se entender. Sua vida está marcada por enganos e erros. Seu próprio nome significa "suplantador", revelando o seu caráter, no sentido de querer levar vantagem em tudo. Enganou seu irmão, seu pai, e tempos depois, o próprio sogro, se bem que fora enganado por este último muitas vezes.
Embora com uma personalidade nada confiável, este homem foi alvo do grande e infinito amor de Deus. O versículo em destaque revela isso. Deus amou a Jacó quando este ainda era menino. Embora sua vida tenha sido confusa, ele era amado por Deus, o Senhor tinha um propósito com ele, e o conduziu até ao ponto de um encontro transformador.
Jacó era o suplantador, mas Deus o amava. Deus via nele o príncipe, o valente, o pai de uma grande nação! Sim, foi no Vau de Jaboque que Jacó deixou de ser o suplantador e foi transformado no "Príncipe de Deus".
Deus olhou para o potencial de Jacó, mesmo sendo tão dúbio. Ele um dia haveria de ser Israel. O amado do Senhor, o grande patriarca, o pai da nação que levou o seu novo nome.
Deus conhece a nossa vida, Ele sabe o que há dentro de nós, o potencial que temos ou não! Somos alvos do amor de Deus, ainda que sejamos dúbios, falhos, nada confiáveis. Haverá um dia que teremos que descer ao "Vau de Jaboque" e nos encontrarmos face a face com Deus. Quando isso acontecer, certamente nossa vida mudará, seremos transformados e nos adequaremos ao propósito que Deus tem para nós.
Que esse dia chegue logo, se ainda não chegou em sua vida! Se chegou, seja o Israel de Deus e não Jacó!

Um comentário:

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Muito boa a reflexão e me parece que esta é a visão correta que precisamos ter em relação às demais pessoas com as quais lidamos. Ao invés de um pai focar nos erros que seu filho frequentemente comete, ele deve crer no homem responsável que seu descendente poderá se tornar amanhã. Também um pastor pode ter esta confiança quanto às suas ovelhas da mesma maneira que Jesus lidava com seus discípulos de modo que investiu em todos eles por mais trapalhões que fossem.