sábado, 7 de agosto de 2010

Miserável homem que sou!

Romanos 7.24.
A nossa maior luta não está nas dificuldades e tribulações da vida, mas em nosso próprio ser.
O texto bíblico, tema desta reflexão, está em um contexto em que o apóstolo Paulo fala da lei do pecado. Até certo ponto ele fala aos seus leitores, mas chega em um ponto específico em que ele começa a falar de si mesmo, incluindo-se no contexto de seus leitores, falando de sua própria luta interior. Não duvidamos da integridade e santidade do apóstolo, mas mesmo ele não era um super-homem, um ser absolutamente perfeito, ele também tinha suas fraquezas e debilidades. Chega um momento em que ele exclama: “miserável homem que sou!” (Rm 7.24).  Era a força da lei no pecado entranhada em seu ser que o levou a exclamar assim!
Quem somos nós? Somos seres humanos falíveis e imperfeitos. O mal habita o nosso ser desde o dia em que nossos pais decidiram pecar deliberadamente contra Deus. Há em nós uma semente maligna que nos impulsiona para o mal, "Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe"  (Sl 51.5).  Feliz é aquele que reconhece que em si mesmo não há bem algum, que não há bondade em seu ser: "E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus."  (Mt 19.17). É esta força poderosa que impera em nosso ser que nos impede de fazer o bem que queremos e acabamos fazendo o mal que não queremos. Vencer esse mal não é tarefa fácil. É uma luta diária e constante. E quando acabará essa luta? Somente quando partimos para a eternidade! Sim, somente quando deixarmos este mundo nos veremos livres desta luta interior e poderosa.
Entretanto, há uma boa notícia. Não estamos sozinhos nesta luta! Temos um amigo bem chegado, que está interessado em nossa vitória diária. Ao perguntar “quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24), personificando a lei do pecado que habitava o seu ser, o apóstolo dos gentios responde, dizendo: “Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor” (Rm 7.25). Sim, somente Jesus Cristo pode nos livrar de nossos próprios pecados e nos dá a vitória sobre eles. Esse luta não poderá ser vencida com nossas próprias forças, é preciso refugiar-se em Cristo. “AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará” (Sl 91.1).  “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte” (Rm 8.2). Sim, em Jesus Cristo somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou (e nos ama)!

Um comentário:

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Graça e paz! É uma importante reflexão que jamais devemos deixar de fazer, mesmo quando pensamos equivocadamente a nosso respeito achando que os atos por nós praticados seriam agradáveis a Deus. Um dia aceitamos a Cristo, fomos livres da condenação do pecado e da morte, tornamo-nos discípulos e muitos, a exemplo do apóstolo Paulo, abraçam a obra de Deus com sinceridade, mas até que os nossos corpos sejam transformados continuaremos sujeitos a errar. Aceitar esta realidade não me conforma com um padrão de santidade abaixo daquele estabelecido por Deus, contudo trás conforto por não atingir este padrão. Parece até uma luta esquizofrênica que travamos contra o pecado (risos). Felizmente, recebemos de Deus a graça suficiente para prosseguirmos, sabendo que somos perdoados e aceitos ainda que sem mérito de modo que posso dar graças porque minhas misérias são transformadas em vida pelo poder da cruz.