domingo, 29 de agosto de 2010

Acerca da hipocrisia

Na Wikipédia está definido: "A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, idéias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos. Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação".
Jesus chamou os fariseus de hipócritas porque condenavam os outros naquilo que eles mesmos eram encontrados falhos. Hipocrisia é também fingimento. É aparentar ser o que não se é. Fingir ser amigo e não ser, fingir ser honesto e ser desonesto, fingir ser confiável, não sendo, fingir amar, não amando. Tudo isso é hipocrisia.
O hipócrita é alguém que aparenta para os outros aquilo que ele não é no seu íntimo ou mesmo nas suas ações. Se esconde atrás de uma máscara. É fingido. O hipócrita é também alguém traiçoeiro porque não se pode confiar nele. 
O pior é quando encontramos "irmãos" hipócritas. Paulo chama esses de falsos irmãos (Gl 2.4; 2 Co 11.26), que se intrometiam na igreja, fingindo serem irmãos, não sendo. Infelizmente existem falsos irmãos! Lidar com gente hipócrita não é fácil. Mas não se consegue usar máscara por muito tempo, um dia a máscara cai.
Mas como cristãos somos exortados pela Palavra de Deus a sermos sinceros, filhos de Deus inculpáveis em meio a uma geração perversa e corrompida (Fp 2.15) e que o amor seja não fingido (Rm 12.9), em outras palavras, não podemos ser hipócritas!

Um comentário:

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Graça e paz! Por que muitas das vezes oferecemos tanta resistência a uma vida sem máscaras? Enquanto fingimos ser o que não somos, introduzimos o drama dentro de nossas mentes, o que arrebata a paz. Livres das máscaras podemos, finalmente, ser tratados por Deus. Já senti o enorme peso de vestir a máscara do religioso, do político, do bom aluno, da vítima, do intelectual que aparenta conhecer de tudo, do homem que não se abala por nada, do super potente sexualmente, do sujeito infantil, do endinheirado, do cara sempre engraçado, mas nenhum desses personagens me fez sentir bem. Penso que há em todos nós um problema de aceitação a ser resolvido, sendo maravilhoso compreender que Deus nos conhecer por inteiro e ama pelo que realmente somos, não pelo que fazemos ou aparentamos.