quarta-feira, 31 de março de 2010

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos...(1 Co 13.1)

No meio pentecostal é comum se dizer que as línguas estranhas são línguas dos anjos (embora isso careça de base bíblica, não quero, no entanto, entrar no mérito da questão).
Falar língua estranha é falar a língua dos anjos, é sinal de espiritualidade e fervor! Quanto mais línguas falar, mais pentecostal será! É como se o falar em línguas fosse um medidor de espiritualidade e vida consagrada. Entretanto, muitos faladores de línguas não passam de crentes superficiais e pobres de conhecimento bíblico (ou mesmo sem nenhum!). São superficiais em seus relacionamentos com Deus e também com o próximo. Não entendem os conceitos mais básicos do Evangelho, tais como a fé, o amor, o perdão, e a própria salvação. Não entendem nem mesmo o “falar em línguas”!
Falar as línguas dos anjos (ou dos homens), profetizar ou fazer qualquer outra coisa destituído do amor de Deus no coração é fazer algo vazio, sem sentido e sem valor algum para o Reino de Deus, e mesmo para o mundo dos homens. O amor é a essência da vida cristã! O próprio Deus é chamado de AMOR (Deus é amor).
O amor deve ser a base de toda a minha vida, de todos os meus pensamentos, de todos os meus relacionamentos, de todos os meus atos. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo! Mesmo quando eu erro, falho ou peco, devo arrepender-me e receber perdão com base no amor. Sem amor não há vida espiritual ou consagrada. Será superficialidade e aparência exterior simplesmente! Sem amor fica impossível viver! Sem amor é impossível relacionar-se com Deus!
Ser espiritual mas destituído de amor é ser vazio, é prova de “não espiritualidade” de fato! É ser como um “sepulcro caiado”, ainda que fale línguas!
Há outras palavras relacionadas com o amor, como misericórdia, compaixão, perdão, bondade, consideração, respeito, que muitos “faladores de línguas” desconhecem.
Fale línguas, mas AME acima de tudo, e assim cumprireis a lei de Cristo!

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