sábado, 25 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

Feliz Natal!

Não o natal comercial, aquele em que as pessoas costumam trocar presentes entre elas, como uma forma de demonstrar algum apreço umas pelas outras, mas apenas nesta época do ano. Também não me refiro ao chamado “espírito do natal” tão propagado pelos filmes e programações de televisão, pois parece mais um espírito oportunista ou criado especificamente para esse momento.

Quero lembrar-lhes, porém, que o Natal é a celebração do nascimento do Salvador, de Jesus, o Cristo que veio para nos reconciliar com o Pai!

Celebrar o Natal é celebrar a Cristo! É agradecer a Deus por nos ter propiciado uma tão grande salvação através de Seu Filho Amado!

Que possamos cantar juntamente com os anjos: “Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.” (Lucas 2.14).

Mas sabe de uma coisa? O natal ocorre todos os dias quando Cristo nasce no coração de alguém, quando alguém tem um encontro pessoal e salvífico com Ele!

FELIZ NATAL!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Se o Senhor não estiver… não continue!

Um rei não se salva pela multidão do seu exército; nem o homem valente se livra pela muita força. O cavalo é vã esperança para a vitória; não pode livrar ninguém pela sua grande força.” (Sl 33.16,17).
Quem somos nós, senão simples mortais, que muitas vezes achamos que somos grandes e importantes? Oh, quantos são esnobes e pensam que viverão eternamente aqui neste mundo! Fazem planos para o futuro como se tivessem o controle total de suas vidas e circunstâncias. Isso não quer dizer que não podemos planejar as coisas, claro que podemos. Só não podemos incorrer no erro descrito por Tiago: “Eia agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo. Mas agora vos jactais das vossas presunções; toda jactância tal como esta é maligna.” (Tg 4.13-16).
Os versículos do Salmo citado acima comparam-se ao do Salmo 127.1,2. Jamais seremos bem sucedidos em qualquer área de nossas vidas se o Senhor não estiver presente. Veja bem, o salmista não diz que um rei não possa ter um grande exército, ele pode até ter, mas ele jamais obterá vitória por confiar no seu exército. Também não diz que não se possa vigiar uma cidade ou edificar um casa, tudo isso pode ser feito, mas se Deus não estiver presente é tudo em vão! 
Inútil é pensarmos que podemos ou que somos alguma coisa, que temos condições de avançarmos nos empreendimentos da vida sem a presença de Deus. Alguém pode argumentar que há ímpios bem-sucedidos, que não tributam a Deus nenhum louvor e ainda assim se dão bem na vida. Tal pensamento é semelhante ao de Asafe no Salmo 73. No entanto, veja o que acontece com essas pessoas no final de tudo! (leia o Salmo, detenha-se nos vv. 18-20).
O melhor é: se Deus não estiver, não vá em frente!
Shalom Adonai!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Esse Sermão da Montanha!!!

Como parece difícil para muitos cristãos compreender os ensinos de Cristo na prática! Leio o Sermão da Montanha e vejo ali a cartilha do Reino de Deus para a nossa vida. Mas que cartilha!
Os bem-aventurados não são os ricos e poderosos da terra, mas os pobres de espírito, os que choram, os misericordiosos, os pacificadores, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os de coração limpo e os perseguidos por causa da justiça, tudo contrário ao que o mundo ensina e pratica.
Mas tem também o fato de eu sempre procurar viver bem com os meus irmãos, não lhes imputando palavras ou atos que venham feri-los, e caso o faça, que me reconcilie imediatamente, antes de oferecer algo a Deus, caso contrário, não adianta eu orar, cantar, pregar, porque não terá nenhum sentido ou efeito em minha vida ou na dos outros.
O pecado não é somente praticar o ato, mas desejar no coração aquilo que é pecaminoso, que é tão danoso quanto o praticar.
“O olho por olho e dente por dente” é substituído pelo perdão e “abrir mão” do direito, caso seja ferido numa face, ofereça a outra, se for obrigado a caminhar uma milha, caminhe duas, se alguém lhe tomar a túnica, deixe levar também a capa. Que coisa, hein! Nunca revidar!
E esse negócio de amar os inimigos, bendizer os que nos maldizem, fazer bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos perseguem e maltratam, para que sejamos considerados filhos de Deus? Parece loucura, não é mesmo? Mas é assim mesmo!
Tem também o fato de eu procurar sempre fazer as coisas sem querer aparecer. Se der esmolas, orar e jejuar, que o faça em secreto, sem ser visto pelos homens, basta Deus ver! Bem diferente de certos “apóstolos” (apóstolos? E existe ainda hoje? Ah, pensei que só existia o ministério e não o cargo! Tô muito atrasado!), “bispos”, “pastores”, etc… de hoje!
Ah, é muito difícil a história de não juntar tesouros na terra! Hoje a gente ouve pregações dizendo que devemos ser ricos e abastados porque somos filhos do Rei! Eu não entendo mais nada! (E entendo muito bem).
E depender do Pai Celestial como as aves dos céus e a erva do campo é coisa de louco! Só Jesus mesmo para ensinar isso!
Tem muito mais lá! Abra sua Bíblia ( a Bíblia mesmo e não a caixinha de promessas!) e leia Mateus 5-7. Você vai gostar! (Eu acho…).
Bem, quem disse que ser seguidor do Nazareno era coisa fácil?
Shalom Adonai!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Onde Deus está quando nós mais precisamos dEle?

Essa pergunta parece desesperadora e ao mesmo tempo questiona a Deus sobre a sua presença em nossas vidas nos momentos mais difíceis. Creio que a pergunta é honesta mas inapropriada. Por que inapropriada? Porque indica que só precisamos de Deus quando estamos em apuros. Porque dá a entender que quando tudo está bem não precisamos tanto da ajuda do Criador. Será que podemos viver um só momento sem a presença de Deus em nossas vidas? Será que podemos suportar as lutas da vida e mesmo as vitórias sem Deus estar presente? Para mim as respostas e essas perguntas é um NÃO bem direto! Precisamos de Deus em todo o tempo, seja na bonança ou miséria, nos vitórias ou nas lutas!

Deus está onde sempre esteve, Ele é onipresente (Sl 139). Deus nunca nos deixa e nem nos abandona em momento algum, seja nos dias bons ou nos dias maus. É que nos momentos de dificuldades achamos que estamos sozinhos, que só nós passamos por aquilo, ficamos como Elias que pensava que só ele tinha permanecido fiel ao Senhor em meio a tanta idolatria e abandono da fé, mas havia mais sete mil que mantinham-se fiéis. É elevar os olhos para as alturas e saber que o socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra! É confiar nAquele que tudo pode e ver! Que tem o controle de toda a situação, ainda que pareça desesperadora. Deus está presente em todo o tempo!

Não, meus amigos, Deus não desaparece nos momentos de tribulações, lutas e sofrimentos. Ele está bem presente, porque caso Ele desaparecesse, nenhum de nós poderia suportar! Ele está presente, é só senti-LO e confiar nEle acima de tudo! "Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me recolherá."  (Sl 27.10). É isso mesmo, ainda que todos nos abandonem (mesmo os familiares e amigos), todavia o Senhor jamais! E isso é um conforto para quem está passando por maus momentos na vida!

Saiba disso e creia!

Shalom Adonai!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Minha preocupação… ser cristão!

Sou cristão, mas há coisas estranhas ao Evangelho nos arraiais evangélicos.
Tenho visto pessoas que se dizem cristãs, mas as práticas da vida denunciam que não entendem nada do significado de ser um seguidor de Cristo.
Vejo pessoas cantando ou pregando nas igrejas, mas o coração e a prática do dia-a-dia mostram claramente que o louvor e a palavra pregada por elas NÃO passa do teto da igreja, não sobem mesmo à presença de Deus e não produz o efeito necessário nas vidas dos que os ouvem. E por que? Porque cantam com os lábios, pregam da boca para fora, mas o coração está cheio de rapina, como a falta de perdão, ódio e aversão ao irmão. Há aquele que quer se justificar dizendo que tem o direito de não ter comunhão com o irmão, de se sentir magoado porque foi muito ferido  por ele.
Fico pensando no significado do que Cristo falou a respeito de AMAR os inimigos, bendizer os que nos maldizem, fazer bem aos que nos odeiam e ORAR pelos que nos maltratam e perseguem (Mt 5.44).
Fico pensando também no significado de oferecer a outra face, caso seja ferido numa, de andar duas milhas, caso alguém obrigue a andar uma, de dar a capa, caso alguém queira a túnica, são coisas que fazem parte da vida cristã, que realmente nos identificam como DISCÍPULO de Jesus Cristo.
Ser cristão não é somente está arrolado no rol de membros de uma igreja.
Ser cristão é seguir a Cristo em todos os sentidos da vida. É por em prática os ensinos dEle, é viver o evangelho tal como ele é. E o evangelho não é filosofia de vida, é a própria vida que produz vida, e vida abudante. Não é confissão da boca para fora, mas vida na prática que se evidencia nos relacionamentos diários uns com os outros, não importando aquilo que recebemos como ações más contra a nossa vida. Se não houver isso na nossa vida, não podemos nos considerar cristãos.
Louvar, cantar, testemunhar com o coração cheio de mágoa e rancor por alguém, mesmo que não seja irmão é algo que nos torna tão pagãos como qualquer um que nunca ouviu falar de Cristo.
Nos isolar de alguém que pecou, nos coloca ao lado daquela multidão que queria apedrejar a mulher que foi pega em adultério. Repreender ao irmão pecador é um gesto de amor, e orar por ele e procurar recuperá-lo é uma atitude de um verdadeiro filho de Deus. Nos identifica com Cristo, que veio não para os sãos, mas para os doentes e pecadores. Cristo trabalhou no sentido de recuperar vidas. As vidas mais desprezadas e desonradas da sociedade foram recuperadas por Ele.
O apóstolo João recomenda-nos não pecarmos, mas se acontecer (como acidente no trajeto de nossa vida cristã)  temos um ADVOGADO junto ao PAI, JESUS CRISTO, o JUSTO, que é a propiciação pelos nossos pecados.  E João escreveu para cristãos e não para pagãos.
Há pessoas que deixam de ser amigas de outras porque ficaram sabendo de algum pecado delas e que agora não pode ter comunhão  e amizade com pecadores. Lógico que não podemos apoiar o pecado de quem quer que seja, mas o ensino de Cristo a esse respeito é totalmente diferente. Devemos procurar restaurar o pecador, mostrar-lhe o caminho do arrependimento, do perdão e da reconciliação com Deus e o próximo. Não o isolamento, o afastamento, como se a pessoa tivesse uma doença contagiosa.
O amor de Cristo em nossas vidas precisa ser real, verdadeiro, e não teórico. Deve ser traduzido na prática do dia-a-dia de nossas vidas. Alguém dizer: “eu estou bem com Deus, o resto que se dane!”, parece algo macabro e estranho, quando comparado ao evangelho ensinado por Jesus Cristo e seus apóstolos. Ninguém pode estar bem desejando mal ao próximo, por mais pecador que seja esse próximo!
Viver o evangelho é se preocupar com o bem-estar espiritual do meu próximo, é querer o melhor para a vida dele, não importando o mal que ele tenha praticado, que o Senhor lhe conceda graça para se arrepender! Quanto a mim, vou amá-lo, orar por ele e ajudá-lo, caso ele aceite e queira a minha ajuda, se não, ficarei na oração e desejando o melhor para ele no meu coração e não que ele SE DANE! Deus me livre disso!
É assim que penso.

sábado, 27 de novembro de 2010

Mentira!

Como é triste uma pessoa viver na mentira! Como é triste alguém ser rotulado de mentiroso(a)! O maior problema é quando alguém mente para si mesmo. Mentir para os outros já é complicado, agora imagine alguém que tenta enganar a si mesmo, vivendo uma mentira, e ainda querendo que essa mentira se torna uma verdade. Mentira é e sempre será mentira, mesmo mascarada ou disfarçada. Enquanto a verdade liberta, a mentira aprisiona e leva ao abismo, ao caos espiritual. Quem vive a mentira ou na mentira, cedo ou tarde haverá de encarar a verdade. A verdade, por mais dolorosa que seja, será sempre a verdade, que liberta, que salva, que cura a alma.

Viva a a verdade, vale a pena, mesmo que alguém sofra agora, mas a ferida será curada, do que viver a mentira, enganando-se e sendo infeliz.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.32).

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Amigo, a que vieste?

 

"Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam."  (Mateus 26.50).

Admiro-me de Jesus ter chamado de amigo o traidor. Com certeza o Mestre falou de coração, não se tratava de uma retórica ou uma forma de falar simplesmente. Para Jesus Judas era de fato seu amigo. Mesmo que as intenções de Judas fossem más, as de Jesus, no entanto, eram boas, sinceras e verdadeiras para com ele. Jesus amava a Judas (Jo 13.1). Ele era também um discípulo. Chamá-lo de amigo era uma forma de demonstrar amor e dizer-lhe que ele era considerado como tal. Judas o estava traindo, mas não tinha deixado de ser o “amigo”. Que coisa! Vejo nisso um exemplo para mim hoje. Que eu possa olhar para os que me ofendem como se não quisessem fazê-lo. Não olhar para a maldade que praticam, mas para aquilo que elas podem ser.  Mesmo que eu seja ferido, que eu possa perdoar e amar incondicionalmente. Chamar os que me querem fazer mal de AMIGOS e perguntar-lhes: “a que vieste?”.

Shalom Adonai!

Perdão (2)

Um amigo costumava repetir a frase “perdôo, mas não esqueço, é mais uma forma de dizer: não posso perdoar”. Realmente o perdão, quando dado de coração, leva a pessoa a “esquecer” a ofensa recebida. Coloquei esquecer entre aspas de propósito, pois é lógico que ninguém esquece algo tão facilmente, ainda mais se foi algo doloroso. Mas o esquecer aqui é no sentido de que aquela ofensa não causa mais dor, não amargura mais a alma de quem sofreu o dano.

O perdão aplicado de forma correta leva à paz de espírito, à tranquilidade e à leveza da alma. Quem perdoa faz um bem a si mesmo, deixando de lado toda a amargura, a revolta e o rancor causados pelo mal recebido. Mesmo que o ofensor não se arrependa, todavia cabe a quem recebeu a ofensa perdoar, não por causa do ofensor, mas por causa de si mesmo. Guardar tranqueira na alma leva ao caos existencial. Ninguém consegue viver bem com mágoa e amargura na alma.

Há os que optam pela vingança. Todavia os que se enveredam por esse caminho acabam causando mais dano a si mesmo do que de quem querem se vingar. Mesmo que consigam a vingança, o resultado nunca será aquilo que se esperava. Geralmente o pensamento de quem quer se vingar é fazer a pessoa pagar pelo que fez, pois assim fará com que ela se sinta melhor, e tenha a sensação de dever cumprido. Ledo engano. O mal não é pago com o mal. O mal se paga com o bem. É o que ensina o apóstolo do gentios.

Pense nisso!

Shalom Adonai!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tristeza profunda

"E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui, e vigiai."  (Marcos 14.34).
Cristo nunca entrou em depressão e nem podia. No entanto, Ele sentiu uma profunda tristeza, momentos antes da Sua morte. Não se tratava de uma fraqueza do Salvador ou medo da morte. Ele tinha poder sobre a Sua vida, para a dar e para tornar a tomá-la (Jo 10.18). Sua tristeza estava relacionada a experiência que Ele teria, ao tomar sobre si os nossos pecados e, por um momento, sentir o afastamento do Pai, ao ponto de exclamar: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46). 
Ele estava no Getsêmani em grande agonia, por tudo o que viria pela frente. Não eram experiências nada agradáveis. Mas Cristo soube lidar com tudo isso, Ele estava preparado para passar por aqueles momentos.
Na esfera humana, experiências amargas, decepções, perdas, tragédias, ou mesmo pecado podem nos causar profunda tristeza em nossa alma. É natural isso. Independente de sermos cristãos, mesmo tendo Deus em nossas vidas e a alegria da salvação, não estamos isentos disso. 
Todavia, não podemos nos deixar abater pelas tristezas e decepções da vida. Ficar triste, amargurado, decepcionado pode acontecer com qualquer um, o que não pode acontecer é o abatimento e a entrega à derrota, como se tudo tivesse acabado. 
Cristo sentiu tristeza, mas não foi um derrotado, não ficou abatido e nem se lamentando, e quando chegou o momento de enfrentar a sua hora, o fez com coragem e determinação. 
Para os que passam por isso, fica uma recomendação do apóstolo Paulo: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;” (2 Co 4.8,9). 
Shalom Adonai!

sábado, 20 de novembro de 2010

Raiz de amargura

 

"Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem."  (Hebreus 12.15).

Tenho pensado a respeito da expressão “raiz de amargura” procurando identificar o que seria isso em termos práticos. Bem, pra começo de conversa, “raiz” nos fala de origem ou fundamento de alguma coisa ou o que sustenta algo, como no caso das árvores, que se não tivessem raizes não sobreviveriam.

O texto bíblico em apreço fala de raiz que brota, que aparece, que torna-se visível, e, ao assim fazer, perturba e contamina. Portanto, é algo interior, que ocorre dentro de nosso ser, que pode brotar, pertubando e contaminando desta forma a nossa vida e a de outros. Faz-me lembrar as palavras do Mestre dizendo que do nosso coração procedem os maus pensamentos e as más ações, “a boca fala do que o coração está cheio”. Todavia, a raiz de amargura é algo que deixemos nascer, germinar dentro de nós. Tenho pra mim que é tudo aquilo que vai nos amargurar, magoar e nos fazer sofrer muito. Como uma grande decepção com alguém, por exemplo. Pode ser também raiva ou rancor muito forte contra alguém ou algo, ou mesmo a falta de perdão, não conseguir perdoar uma ofensa recebida. Tudo isso pode levar a amargura da alma e do espírito, ao ponto de nos privar da graça de Deus, o que é algo extremamente perigoso.  Jesus nos ensina que devemos perdoar e amar a todos que nos ofendem, independente da gravidade da ofensa. Amar até mesmo os inimigos e ainda orar pelos que nos perseguem. Perece algo impossível, não é mesmo? Sim, é impossível se nos deixarmos levar pela amargura, se deixarmos a coisa enraizar dentro de nós e brotar, causando grande estrago em nossa vida e na vida das pessoas que nos rodeiam.

Creio que a raiz de amargura vai além do que exemplifiquei acima, pois há muitas coisas que podem nos amargurar, nos privando da graça de Deus. Tudo que nutrimos em nosso coração, contrário à Palavra de Deus, pode ser uma raiz de amargura, pode ser algo que vai nos causar muita dor. Portanto, o conselho bíblico é “"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."  (Filipenses 4. 8).

Shalom Adonai!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Quem é você? (por dentro)

 

"Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias."  (Mateus 15.19).

Quem realmente somos por dentro? Não é o exterior, o que parecemos, que determina quem de fato somos. Mas o que está dentro de nós.

Não adianta parecer e não ser. As pessoas valorizam muito a aparência hoje em dia. Querem ser bem vistas pela sociedade, aparentar algo que de fato não são. Mas a quem queremos enganar? As pessoas? Adianta eu querer parecer o que não sou? Com certeza não!

O salmista fez uma oração interessante: "Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração."  (Sl 26.2). Que coisa maravilhosa! Orar a Deus para vasculhar o seu interior e prová-lo para ver se realmente ele era quem de fato dizia e parecia ser. Não adianta eu querer me justificar diante das pessoas, se o meu interior não é perfeito diante de Deus e diante de mim mesmo. As pessoas podem ser enganadas, mas não podemos enganar a Deus e a nós mesmos!

Cristo ensinou a esse respeito. Do coração procede o que realmente somos. A boca fala do que o coração está cheio.  Alguns disfarçam, mas sempre acabam exteriorizando aquilo que está dentro de seus corações. Para Cristo, não se comete pecado somente praticando-o, mas desejando praticá-lo também: "Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela."  (Mateus 5.27). E quantos há que estão nessa condição! São tão pecadores quanto os que praticam!

Achei interessante uma frase no Windows Live Messenger de um de meus contatos: “se você for falar mal de mim, chame-me, sei de coisas horríveis a meu respeito”.  É, sabemos realmente coisas horríveis ao nosso respeito, quem somos de fato! E Deus também sabe.

Assim, sejamos sinceros, filhos de Deus inculpáveis, em meio a uma geração corrompida e perversa!   (Fp 2.15). Acima de tudo, orar a Deus, tal como fez o salmista e pedir que Ele limpe o nosso interior, para que sejamos de fato o que parecemos ser. Exterior e interior, a mesma coisa!

Shalom Adonai!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Da água para o vinho e vice-versa

 

Há pessoas cujo comportamento parece um tanto estranho. São pessoas que mudam de um estado para o outro em questão de segundos. Parecem que sofrem de bipolaridade, mas na verdade são pessoas que não definem muito bem os seus próprios sentimentos ou ações. Mudar da água para o vinho parece uma boa coisa, mas o contrário é um tanto complicado.

Sentimentos e emoções são realmente volúveis, mas não se pode mudar o tempo todo, passando de um estado ou situação para outra de forma brusca, sem se analisar os resultados dessa mudança. Hoje eu amo, amanhã já não amarei mais. Hoje eu estou alegre e amanhã  a minha alegria se irá. Hoje estou decidido, amanhã voltarei atrás. São mudanças estranhas ao nível das emoções, por exemplo.

Mudar para melhor é o que queremos sempre. Mas nem sempre o que pensamos ser melhor é realmente o melhor. É preciso ponderar e analisar tudo com muito cuidado. E assim, tornar-se vinho, mas um vinho novo, que alegrará de fato a nossa vida!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Onde estão os amigos quando mais precisamos deles?

"Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo este mal que tinha vindo sobre ele, vieram cada um do seu lugar: Elifaz o temanita, e Bildade o suíta, e Zofar o naamatita; e combinaram condoer-se dele, para o consolarem. E, levantando de longe os seus olhos, não o conheceram; e levantaram a sua voz e choraram, e rasgaram cada um o seu manto, e sobre as suas cabeças lançaram pó ao ar. E assentaram-se com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, porque viam que a dor era muito grande" (Jó 2.11-13).

Dizer simplesmente que os amigos de Jós eram "amigos da onça" não faz jus a eles. Eles de fato se condoeram pela situação e estado de Jó ao ponto de chorarem, rasgarem seus mantos e jogarem pó sobre suas cabeças numa demonstração de dor e compaixão pelo amigo. Além do mais, sentaram-se na terra e durante sete dias e sete noites estiverem ali, com Jó, sem dizer-lhe uma palavra, pois viam que a dor dele era muito grande. Se eles eram amigos de verdade ou não, pelo menos eles estavam ali, ao lado de Jó, fazendo o que eles achavam que era certo. E os que se dizem amigos e desaparecem quando mais precisamos deles?

Os amigos de Jó erraram pois aumentaram a dor dele acusando-o de pecado contra Deus, sendo que ele era inocente. Amigo verdadeiro não passa a mão na cabeça do amigo quando este erra, mas também não o abandona, nem o condena, mas fica ao seu lado, mesmo não concordando com o seu erro. É como dizer ao amigo, "você errou, mas continua sendo meu amigo, conte comigo!". Isso não quer dizer que concorda com o erro, mas não desampara o amigo, nem o deixa se afundar na amargura.

Jó não tinha pecado. Os amigos ao pensarem isso dele, de certa forma queriam ajudá-lo, levando-o a reconhecer o seu erro e buscar a Deus. Foram impiedosos sim, mas ao menos fizeram o que acharam que deviam fazer. É no momento da dor que mais precisamos dos amigos. Não para afagarem o nosso ego, mas consolar-nos. Veja que essa era a intenção deles, consolar o amigo (v. 11). Consolar é aliviar a dor da alma! É fortalecer o ânimo caído! É incentivar a continuar a jornada, a erguer a cabeça e a confiar nAquele que tudo pode! As palavras podem ser simples, mas podem fazer grandes efeitos na vida do amigo necessitado.

No final de tudo, além de Jó ter sido abençoado, ainda abençoou os amigos, orando por eles. E veja que o Senhor virou o cativeiro de Jó quando este orava pelos amigos (Jó 42.10). E os amigos demonstraram obediência ao Senhor e humildade ao fazeren holocaustos por si mesmos e ao aceitarem a oração de Jó.

Bem, errados ou não, eles estavam lá!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Caminhos...

"Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte" (Pv 14.12).


Nossa vida é um caminhar constante. Estamos caminhando em várias direções. Nossos caminhos podem ser bons ou ruins, dependendo de nossas ações e decisões. Há caminhos que pensamos serem bons, e, inicialmente, são até bons aos nossos olhos, mas na medida em que caminhamos neles, tornam-se tortuosos. São decisões que tomamos ou ações que fazemos que marcam nossas vidas para sempre. Podemos caminhar no caminho bom a vida toda, mas ao tomarmos um "atalho" errado, manchamos ou estragamos todo o nosso caminhar. É como se aquele atalho tivesse feito parte de todo o nosso caminhar, mesmo que nunca realmente tivesse feito. São caminhos terríveis esses atalhos da vida! Não valem a pena caminhar neles!
O melhor que fazemos em nosso caminhar é "entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará" (Sl 37.5). Se assim não for, caminharemos por caminhos que parecem bons, mas o final deles são caminhos de morte!
Desta forma, devemos observar o que o sábio já havia observado antes: "Na vereda da justiça está a vida, e no caminho da sua carreira não há morte"  (Pv 12.28), e ouvir a voz de Deus dizendo: "Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda."  (Is 30.21). E que caminho é este? "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim"(Jo 14.6).
Assim, deixemos os nossos próprios caminhos e caminhemos no CAMINHO que nos conduzirá à vida eterna!


sábado, 4 de setembro de 2010

You Only Live Once!

Você vive somente uma vez,
mas se você fizer isto certo,
uma vez é suficiente. (Mae West).
Ouvindo a música "You Only Live Once" (você vive somente uma vez) do famoso pianista e compositor grego Yanni, lembrei-me de Hebreus 9.27 "E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo" como um contraste ao título da música. Isso me fez refletir não sobre a morte, mas sobre a vida.

Verdade é que neste mundo só se vive um vez, assim como também só se morre uma vez. Não vou entrar no tema teológico da vida ou da morte. Bem sei sobre a vida após a morte, bem como os tipos de morte. Quero me concentrar na vida aqui. A vida que Deus nos concedeu para vivermos aqui na terra.

Creio que a vida é uma dádiva divina e como toda dádiva, deve ser desfrutada da melhor maneira possível. Viver futilmente é um desperdício da vida! Também não quer dizer que a vida será sempre "um mar de rosas". Não! Há coisas desagradáveis que acontecem na vida. Nem sempre acertamos, mas felizes são os que aprendem com os seus erros. Que os erros de hoje não sejam os mesmos de ontem, e nem os de amanhã os mesmos de hoje.

Assim, vivamos dignamente, aproveitando cada dia que Deus nos dá para viver! Mesmo diante dos desafios, diante dos problemas e dificuldades, a vida é por demais preciosa, não podemos desperdiçá-la.

Afinal, neste mundo, você e eu só vivemos uma vez!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Vendo as pessoas como Jesus as via

Hoje me veio uma pergunta à mente: como Jesus via as pessoas?
Fiquei pensando em algumas passagens dos evangelhos e destaquei algumas.

"E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor."  (Mateus 9.36). O contexto desta passagem nos mostra Jesus percorrendo as aldeias e cidades ensinando nas sinagogas, pregando e curando as enfermidades e moléstias do povo. Eram tantas as necessidades do povo, que multidões se formaram, procurando o Mestre. Imagino que nessas multidões haviam pessoas de todo o tipo. Todas eram pecadoras. Se fôssemos enumerar, imagine os tipos de pecados que haviam no meio daquelas multidões. Mas Jesus não olhou para elas sob esse prisma. Preferiu vê-las como ovelhas cansadas e desgarradas, que não tinham pastor e teve grande compaixão delas. Jesus olhou para as necessidades espirituais delas, e não para os atos que eram praticados por aquelas pessoas.

"Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora."  (Lucas 7.39). Aqui está claro a descrição dessa mulher "uma pecadora". Foi assim que o fariseu a viu. Lucas também a descreve como tal (v. 37). Jesus, no entanto, a viu como uma mulher que buscava o perdão de seus pecados, uma mulher que "muito amou". Ela não pediu perdão, mas demonstrou o estado de sua alma, chorando, lavando os pés do Mestre com suas lágrimas e os enxugando com os seus cabelos. Por isso recebeu dEle as palavras: "Os teus pecados te são perdoados" e "a tua fé te salvou; vai-te em paz" (vv. 48,50).

"Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)."  (João 4. 9). Mulher samaritana, pecadora, mulher que tivera cinco maridos e agora estava com um que não era seu marido. Um judeu que se prezasse jamais falaria ou se aproximaria de uma mulher assim. No entanto Jesus conversa com ela e se revela o Messias. Além do mais, ela se torna uma verdadeira missionária, falando de Jesus às pessoas daquela cidade. Jesus não olhou para o "status" dela, mas para a necessidade de sua alma. Tratou-a com dignidade, conversando com ela e revelando-lhe profundas verdades sobre Deus e adoração.

"E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico."  (Lucas 19.2). Zaqueu, o publicano, o pecador, o traidor de seu povo. Era assim que ele era visto pelo povo e pelos religiosos. Para Jesus ele também era "filho de Abraão" (v. 9). Um filho de Abraão, que ao se encontrar com o Mestre, foi transformado em um novo homem, consciente de seus pecados e erros, e disposto a corrigi-los.

"E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério" (João 8.2). Uma mulher apanhada em adultério. Que vergonha! Os escribas e fariseus queriam cumprir a lei. Ela tinha que ser apedrejada. Era digna, merecedora disso! "Tu, pois, que dizes?", foi a pergunta deles. "Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela" (v. 7), foi a resposta do Mestre. Eles a viam como adúltera, Jesus a via como um mulher que necessitava de perdão, compaixão e misericórdia. Não a condenou, mas a perdoou e a advertiu "vai-te, e não peques mais" (v. 11).

E tantas outras passagens que me lembrei, que se fosse citar, essa postagem ficaria muito grande, e como sempre é visto aqui, não gosto de postagens com muitas palavras.

Mas o que quero sintetizar é que Jesus via as pessoas como pessoas. Como gente que precisava de perdão, amor, cuidado, compaixão, misericórdia, ajuda.
Será que não é isso mesmo que as pessoas precisam hoje?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Nada podemos contra a verdade

"Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade."  (2 Coríntios 13.8).

A verdade deve sempre prevalecer, seja qual for a circunstância.
Há os que preferem viver na mentira, encobrir a verdade e optar pela falsidade. São mentirosos por natureza, pois suas vidas são "verdadeiras" mentiras.
Há também os que vivem a mentira fazendo-a parecer verdade. São dissimulados, enganam a si mesmos, pois criam alternativas à verdade, disfarçando a mentira para que pareça verdade. Mentem para sí mesmos.

A verdade é libertadora, ainda que dolorida em alguns casos. "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."  (João 8.32).
Costuma-se dizer que a mentira tem pernas curtas, não vai muito longe, um dia será revelada, mesmo que demore. É o que a Bíblia diz, que nada há encoberto que não venha a ser revelado. É a verdade prevalecendo!


E deste que será?

O contexto da pergunta acima, que se encontra em João 21.21, foi a ocasião em que o Senhor Jesus perguntou três vezes a Pedro se este o amava. Depois de responder ao Mestre e segui-Lo, Pedro vê o discípulo a quem Jesus amava, João, seguindo-os também e fez então a aludida pergunta. A resposta do Mestre me chama a atenção: "Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu" (João 21.22).
Temos uma tendência natural de nos preocuparmos demasiadamente com a vida alheia. Somos curiosos para saber o que vai acontecer com os outros. Parece que foi isso que Pedro demonstrou na sua pergunta. Queria saber o que Jesus faria com o discípulo amado. A resposta do Mestre foi no sentido de que Pedro se preocupasse com ele mesmo: "Segue-me tu", o outro, o Senhor cuidaria dele: "Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?". Ou seja, Pedro deveria preocupar-se em seguir ao Mestre, com a sua própria vida, em ser fiel, em viver para o propósito para o qual ele havia sido chamado naquele momento. Os demais, Jesus trataria com cada um.
A Bíblia nos diz que cada um dará conta de si mesmo a Deus (Rm 14.12). Que cada pessoa é responsável por si mesmo, por seus atos, seus próprios pecados diante de Deus. Mesmo no caso dos pastores que são responsáveis pelo rebanho, eles prestarão contas de seu pastoreio, de como eles conduziram as vidas das pessoas. Mas cada um, individualmente, é responsável por si.
De maneira que, não posso desperdiçar o meu tempo, preocupando-me com a vida de meu irmão. A não ser que este precise de mim, no sentido em que eu possa ajudá-lo. Claro que podemos sim ajudar um irmão, se este estiver necessitado ou precisar de um conselho ou apoio. Mas não posso intrometer-me na vida particular dele, no seu relacionamento particular com os outros, ou mesmo com Deus. Ele é responsável por si mesmo diante de Deus.
Deus sabe como tratar cada um particularmente. A forma como Deus trata um, pode não ser a mesma forma que trata outro, e não se trata de injustiça da parte de Deus, pois Ele conhece o coração de cada um. É verdade que há princípios estabelecidos por Deus que se aplicam a todos os seus filhos, e mesmo ao povo em geral, que se forem quebrados, já estão estabelecidas as consequências.
Assim, deixemos com Deus a vida do irmão! Deus sabe cuidar de cada um da forma apropriada, independente do que eu penso ou faça.

domingo, 29 de agosto de 2010

Acerca da hipocrisia

Na Wikipédia está definido: "A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, idéias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos. Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação".
Jesus chamou os fariseus de hipócritas porque condenavam os outros naquilo que eles mesmos eram encontrados falhos. Hipocrisia é também fingimento. É aparentar ser o que não se é. Fingir ser amigo e não ser, fingir ser honesto e ser desonesto, fingir ser confiável, não sendo, fingir amar, não amando. Tudo isso é hipocrisia.
O hipócrita é alguém que aparenta para os outros aquilo que ele não é no seu íntimo ou mesmo nas suas ações. Se esconde atrás de uma máscara. É fingido. O hipócrita é também alguém traiçoeiro porque não se pode confiar nele. 
O pior é quando encontramos "irmãos" hipócritas. Paulo chama esses de falsos irmãos (Gl 2.4; 2 Co 11.26), que se intrometiam na igreja, fingindo serem irmãos, não sendo. Infelizmente existem falsos irmãos! Lidar com gente hipócrita não é fácil. Mas não se consegue usar máscara por muito tempo, um dia a máscara cai.
Mas como cristãos somos exortados pela Palavra de Deus a sermos sinceros, filhos de Deus inculpáveis em meio a uma geração perversa e corrompida (Fp 2.15) e que o amor seja não fingido (Rm 12.9), em outras palavras, não podemos ser hipócritas!

Silêncio, Deus vai falar!

O profeta Elias passou por uma experiência interessante. Deus o enviou ao Horebe onde iria falar com ele. Antes de Deus falar, Elias ouviu muito barulho. Veio um vento forte que fendia os montes, depois um terremoto e um fogo,  mas o Senhor não estava em nenhuma destas coisas. Deus não estava em meio ao barulho, em meio as manifestações estrondosas que Elias ouviu e viu. A voz de Deus veio de forma "mansa e delicada" (1 Rs 19.11,12), depois que todo o barulho passou.
Muitas vezes queremos ouvir a voz de Deus em meio ao barulho, em meio a confusão em que estamos, mas Deus não se manifesta em nada disso. É preciso ficar em silêncio, é preciso parar a agitação e deixar Deus falar de forma mansa e delicada. Não é em meio a confusão que Deus vai falar, mas no silêncio, quando nos calamos, quando deixamos Ele agir. Deixe o barulho passar, Deus não falará em meio ao barulho. Quando tudo passar, fique em silêncio e ouça a voz de Deus!
É no silêncio, quando estivermos calmos, sem nos agitarmos, que ouviremos a voz de Deus orientando-nos, mostrando-nos o caminho que devemos seguir. Deixe tudo passar, o vento, o terremoto e o fogo, mas Deus se manifestará depois. Espere somente!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Palavras vs. Ações!

Há os que amam e os que dizem que amam. A diferença está nas ações. Falar e não demonstrar não é suficiente. É como a fé, que segundo Tiago, deve ser demonstrada com obras. Dizer que tem fé, mas não demonstrá-la com obras, é uma fé morta, sem valor. Assim, as nossas ações determinam realmente aquilo que falamos. Dizer "eu te amo" e não demonstrar com atitudes e ações de amor, são palavras destituídas de valor e verdade. Não surtem o efeito necessário.
O Mestre ao perguntar a Pedro se este o amava, o fez por três vezes e nas três vezes exigiu de Pedro uma ação "apascenta as minhas ovelhas", ou seja, era preciso demonstrar o amor que ele dizia ter pelo Senhor.
Assim, seja o amor ou qualquer outro sentimento que dizemos ter, deve ser demonstrado com ações de nossa parte. Falar tão-somente não é o suficiente, é preciso demonstrar de fato.
E muitas vezes, sem palavras, podemos demonstrar amor. Um gesto, uma ação, uma atitude pode ser o suficiente. É como nos versos de uma música, que diz "foi no Calvário que Ele sem falar, mostrou ao mundo inteiro o que é amar".
Ouvimos muitas palavras, mas vemos poucas ações!
Quantos discursos bonitos, palavras lindas e emocionantes, mas destituídas de ação, de atitude, de verdade. As palavras nos impactam, mas as ações falam mais alto.
Pense nisso!

Não somos justos, mas...

"Na verdade, não há homem justo sobre a terra, que faça bem e nunca peque" (Eclesiastes 7.20).

O estigma do pecado está arraizado no gênero humano desde o Éden. Somos pecadores por natureza, esta é a herança maldita que recebemos de Adão.

Todavia, o fato de sermos pecadores por natureza não é desculpa para se viver no pecado ou desculpa para se justificar a fraqueza humana. Há os que se utilizam disto para tentar justificar seus erros e pecados, usando desculpas como "a carne é fraca". Sim, a carne é fraca, mas somos alertados pelo Mestre dos mestres a vigiar e orar para não cairmos em tentação.

O reconhecimento de que somos pecadores deve levar-nos a uma busca constante de Deus, refugiando-nos nEle cada dia e pedindo graça para vivermos dignamente, enquanto aqui estamos. A fraqueza humana não pode ser justificada com palavras somente, mas com atos de contrição e arrependimento diante de Deus, buscando reconciliar-se com o Criador a cada dia. Não adianta justificativas descabidas, pois Deus conhece o coração e ninguém O pode enganar. Para Deus não adianta dizer "A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi" (Gn 3. 12),  numa tentativa de isentar-se da culpa, mas sim dizer "Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal" (Sl 51.4). Somente assim podemos ser reconciliados com Deus e gozarmos paz e comunhão com Ele.

Desta forma, não somos justos, mas não podemos viver injustamente. Dá de entender? Espero que sim.

domingo, 22 de agosto de 2010

Quando Israel era menino...

"Quando Israel era menino, eu o amei" (Os 11.1).

Jacó é um tanto controverso de se entender. Sua vida está marcada por enganos e erros. Seu próprio nome significa "suplantador", revelando o seu caráter, no sentido de querer levar vantagem em tudo. Enganou seu irmão, seu pai, e tempos depois, o próprio sogro, se bem que fora enganado por este último muitas vezes.
Embora com uma personalidade nada confiável, este homem foi alvo do grande e infinito amor de Deus. O versículo em destaque revela isso. Deus amou a Jacó quando este ainda era menino. Embora sua vida tenha sido confusa, ele era amado por Deus, o Senhor tinha um propósito com ele, e o conduziu até ao ponto de um encontro transformador.
Jacó era o suplantador, mas Deus o amava. Deus via nele o príncipe, o valente, o pai de uma grande nação! Sim, foi no Vau de Jaboque que Jacó deixou de ser o suplantador e foi transformado no "Príncipe de Deus".
Deus olhou para o potencial de Jacó, mesmo sendo tão dúbio. Ele um dia haveria de ser Israel. O amado do Senhor, o grande patriarca, o pai da nação que levou o seu novo nome.
Deus conhece a nossa vida, Ele sabe o que há dentro de nós, o potencial que temos ou não! Somos alvos do amor de Deus, ainda que sejamos dúbios, falhos, nada confiáveis. Haverá um dia que teremos que descer ao "Vau de Jaboque" e nos encontrarmos face a face com Deus. Quando isso acontecer, certamente nossa vida mudará, seremos transformados e nos adequaremos ao propósito que Deus tem para nós.
Que esse dia chegue logo, se ainda não chegou em sua vida! Se chegou, seja o Israel de Deus e não Jacó!

Os Senhor não abandona os seus...

"Porque Israel e Judá não foram abandonados do seu Deus, do SENHOR dos Exércitos, ainda que a sua terra esteja cheia de culpas contra o Santo de Israel" (Jeremias 51.5).

Este versículo mostra quão grande é o amor de Deus! Ainda que Israel e Judá fossem culpadas diante de Deus, todavia o Senhor não as tinha abandonado. Estas nações tinham pecado contra Deus e feito o que era mal aos olhos do Senhor, mas o Deus de misericórdia e amor não as tinha esquecido ou as abandonado à própria sorte. Elas eram alvos da proteção divina, mesmo em meio à transgressão. Era o grande amor de Deus em ação!
Há os que pensam que Deus abandona os seus quando estes pecam ou cometem algum deslize. Deus é Deus de perdão e misericórdia, ainda que não tenha o culpado por inocente, todavia Ele está pronto a restaurar e perdoar o caído. É claro que é preciso haver arrependimento e pedido de perdão para que Deus entre em ação. O Senhor é tardio em irar-se e grande em misericórdia! (Êx 34.6; Jl 2.13; Na 1.3).
Assim, a confiança em Deus deve ser plena e o caído deve entregar-se inteiramente ao amor e compaixão de Deus, confiando que o preço de seu pecado já foi pago por Cristo na cruz do Calvário, e crer que a graça é suficiente para a sua restauração, ainda que pareça impossível aos olhos humanos.
Deus jamais abre mão dos que são seus, a não ser que a própria pessoa não queira render-se e confiar inteiramente no amor do Senhor.

sábado, 21 de agosto de 2010

Em quem confiar?

Algumas vezes somos surpreendidos porque confiamos em alguém e esse alguém nos decepciona. Sabe quando você abre o coração e confia inteiramente em uma pessoa e depois você fica sabendo que essa pessoa traiu a sua confiança? Principalmente quando você confia algum segredo e a pessoa o revela a quem não devia? Que decepção! Vem aquele sentimento de angústia misturado com raiva, revolta, vontade de ir à forra. Não é fácil lidar com isso.
Mas o que fazer? Absolutamente nada! A raiva, a revolta, a decepção, tudo isso não pode ser curado com revanche. Cura-se com perdão, amor e compaixão por quem nos decepcionou. Impossível? Não quando deixamos Deus agir em nossa vida. Jesus nos ensina a perdoar, a não revidar a nenhuma ofensa recebida, por mais dolorosa que seja.
Mas aprendemos com os nossos erros. Aprendemos a confiar nas pessoas certas, e acima de tudo, aprendemos a confiar em Deus. Ele nunca nos decepciona. "Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará" (Salmos 37.5).

Não sou perfeito, mas...

O mandamento de Jesus para sermos perfeitos, assim como perfeito é o Pai celestial, nos choca! (Mt 5.48).
Como seremos perfeitos, se somos tão imperfeitos? Jesus está sendo incoerente em exigir isso de nós? Certamente que não! Jesus também sabe que não somos perfeitos, e que pecamos. Sua exigência é no sentido de que devemos buscar a perfeição, por mais pecadores que sejamos. A perfeição seria como o alvo para as nossas vidas.
Então, como lidar com as nossas imperfeições? Como lidar com nossas inclinações para o mal e para o pecado?
O primeiro passo é reconhecer seus próprios pecados e limitações. Ninguém vai conseguir buscar a perfeição sem primeiro reconhecer seus próprios erros, falhas, pecados, limitações e imperfeições. É como o ladrão na cruz que sabia porque estava ali pendurado, seus próprios pecados o conduzira àquela condição. Mas reconheceu isso e voltou-se para quem tinha a solução para a sua vida: JESUS CRISTO. Não é fácil lidar consigo mesmo. O egoísmo muitas vezes é muito forte. Mas é preciso esvaziar-se e confiar naquele que pode nos ajudar: Deus.
Segundo, procurar viver de forma digna. Em outras palavras: VIGIAR! O espírto pode estar pronto, mas a carne é fraca. Vigiar a si mesmo, suas ações, pensamentos, palavras, atitudes. Como é difícil isso! Nossa inclinação para o mal é muito grande.
Terceiro, render-se inteiramente ao Salvador. Entregar-se inteiramente a dependência de Deus é essencial para a busca da perfeição. Só quem é perfeito pode ajudar os imperfeitos.
Isso não é uma receita pronto e completa, mas já é um grande começo.
Dizer não sou perfeito como desculpa para o erro não justifica e não leva a lugar algum.
Sabe quem é o nosso maior inimigo neste mundo? Não, não é o diabo, somos nós mesmos! É a semente mal dentro de nós. Só o Criador para nos ajudar em busca da perfeição! Ainda bem que Ele está pronto a nos ajudar. Louvado seja Deus por isso!

Somos livres

Costumamos dizer que somos livres, mas a liberdade tem um preço. Somos livres dentro de certos limites. A liberdade não é a permissão para se fazer o que se quer e como quer. Como dizem, liberdade envolve responsabilidade. Podemos até fazer o que queremos, mas arcaremos com as consequências. Ouvi uma frase, certa vez, que dizia: "minha liberdade termina onde começa a sua". Parece coerente tal afirmação. Afinal, o espírito do evangelho envolve pensarmos no próximo e não somente em nós mesmos.
E, pensando no próximo, recordo as palavras de Jesus que disse que ninguém tem maior amor do que dar a sua vida por seu irmão. Eu morro para que meu irmão viva. Essa é minha liberdade, de escolher o melhor, dentro dos princípios do Criador.
Assim, a liberdade tem a ver com o respeito aos direitos alheios também. Mesmo que eu tenha liberdade para decidir a minha vida, todavia, não posso ser egoísta de pensar somente em mim e me esquecer de meu próximo.
Somos livres, mas nem tanto. Mas somos livres para fazer o bem em todo o tempo, sem importar a quem. Tudo o que é honesto, tudo o que é puro, tudo o que é bom, se é de boa fama, podemos pensar e fazer.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Os sonhos de Deus

Deus sonha?
O sonho ocorro quando dormimos, Deus jamais dorme, portanto, não sonha.
Mas sei que as pessoas atribui essa afirmação a objetivos e alvos pessoais daqueles que "servem" a Deus. Mas Deus não precisa sonhar, Ele é Senhor absoluto e soberano, tem tudo sob o seu total controle, inclusive nossas vidas. Deus não precisa sonhar, Ele determina, segundo a Sua soberana vontade. Portanto, essa história de sonhos de Deus não tem sentido algum. Não passa de falácia!
A verdade é que Deus pode falar através de sonhos. Ele pode dar alguma revelação de acontecimentos presentes e futuros, como vemos em algumas passagens bíblicas, principalmente na história de José. Mas daí dizer que Deus sonha já é demais!
Deus tem sempre o melhor para os seus filhos. Quando alguém O serve fielmente, pode esperar o melhor, ainda que em circunstâncias adversas. Mas esse "melhor" é sempre na perspectiva divina e não na humana. Na nossa visão podemos até ficar chocados com o que Deus tem de melhor para nós. Pode ser sacrificial até e difícil de entender, mas é o melhor. Deus é Senhor absoluto!
Portanto, paremos com essa história de sonhos de Deus e vamos confiar na Sua soberana vontade para as nossas vidas, que é bem melhor.
A Deus, que não sonha, seja glória!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Eu sei em quem tenho crido

image "Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia."  (2 Timóteo 1.12)

O apóstolo do gentios fala estas palavras com convicção, como um brando de vitória diante das circunstâncias adversas da vida. Suas palavras são de alguém que sabia em quem estava firmada a sua fé e convições. Mesmo padecendo e sofrendo oposições, ele não se envergonhava do evangelho de Cristo. Sabia que o Senhor era poderoso para guardar o seu depósito até o fim. Assim, ele não vacilaria, nem retrocederia na sua caminhada e na sua firmeza de fé.

Ter a convição e a certeza de que se está firmado na Rocha Eterna, nosso Senhor Jesus Cristo, é essencial para se continuar a jornada de fé que nos está proposta. Devemos andar por fé e não por vista (2 Co 5.7). Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Mas a fé tem uma direção. É preciso saber em que ou em quem se crer. E para crer em alguém, é preciso conhecer esse alguém. Conhecer ao Senhor é um processo de crescimento constante, "Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR"  (Oséias 6.3). Na medida em que se conhece ao Senhor, pela relação e intimidade com Ele, a fé cresce proporcionalmente. Ainda que bem-aventurados são aqueles que não viram e creram (Jo 20.29).

Quem sabe em quem tem crido não se abala diante das adversidades e tribulações da vida. Ainda que tudo pareça contrário, todavia a convicção de que Deus está no controle de tudo, o levará ao porto seguro, ainda que padeça. “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25).

É preciso confiar em Deus. É preciso saber que Ele é Senhor absoluto. Crer é preciso! E saber em Quem se tem crido!

A Ele glória!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Um grande amor!

ELES dizem: Se um homem despedir sua mulher, e ela o deixar, e se ajuntar a outro homem, porventura tornará ele outra vez para ela? Não se poluirá de todo aquela terra? Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas ainda assim, torna para mim, diz o SENHOR” (Jr 3.1).
Até que ponto Deus está disposto a perdoar?
O versículo acima nos mostra o grande e imensurável amor de Deus por seu povo. Deus relembra a lei do repúdio de Deuteronômio 24.1-4. A mulher repudiada pelo marido, que se casasse com outro homem, e esse novo marido a repudiasse ou viesse a morrer, essa mulher não poderia de forma alguma voltar a ser do primeiro marido. Caso isso acontecesse seria abominação ao Senhor e poluição da terra, fazendo-a pecar contra o Senhor. Israel é comparada a uma mulher casada com o Senhor. Uma mulher infiel e adúltera, que havia se prostituído com vários amantes (outros deuses). A condição desta “mulher” era tão precária, que segundo a lei, ela jamais poderia voltar a ser de seu primeiro “marido” (Deus). Deus então quebra a lei e diz que aceita Israel mesmo assim. Ainda que Israel fosse uma esposa infiel e adúltera, o Senhor Deus estava disposto a aceitá-la de volta, mesmo contra a lei. É Deus dizendo "eu te aceito, mesmo que tenhas sido tão infiel e te prostituído com vários amantes, eu te perdoo porque te amo"! Que amor!
Somente um Deus amoroso e compassivo poderia agir assim. Se nas relações humanas isso seria algo praticamente impossível, entretanto na relação com Deus torna-se totalmente possível. Deus amava tanto ao seu povo que estava disposto a quebrar uma lei que Ele mesmo havia estabelecido. “Torna para mim, diz o SENHOR”, era o convite amável de Deus ao seu povo infiel.
Assim, Deus está disposto a perdoar até mesmo o que parece imperdoável. Deus mostra que era impossível para Israel receber perdão, segundo a própria lei que eles observavam nas suas relações civis. Deus não se limita nas relações de amor com o seu povo. É o Deus de amor e perdão que quer relacionar-se com os seus, perdoando-lhes as infidelidades e pecados, para que estes O ame, tal como são amados.
Que grande e imensurável amor!




sábado, 7 de agosto de 2010

Quem não tem pecado, seja o primeiro a atirar pedra

João 8.3-11

Com o Mestre temos o encontro com nós mesmos! Ele nos confrota com os nossos próprios pecados. Ele nos leva a refletir sobre a nossa própria condição espiritual. É uma reflexão interior e particular, que nos leva a perceber quem somos de fato.

Somos ávidos para apontar os defeitos e falhas alheias, enquanto somos benevolentes e compreensíveis com nós mesmos. Arrajamos todo o tipo de justificativa para os nossos erros. Afinal, por que olhar para nós mesmos, enquanto podemos nos esquecer e olhar para os outros? Achamos mais fácil tirar o argueiro dos olhos alheios do que tirar a trave dos nossos próprios olhos. Assim é o ser humano.

Jesus não nos desculpa, afinal Ele não tem o culpado por inocente. Ele nos perdoa! Mas o perdão é dado para quem de fato se arrepende. E arrependimento não é um pedido de desculpas simplesmente. É uma transformação interior, sincera e verdadeira, que leva o individuo a uma mudança radical de atitude e pensamento com relação ao mal praticado. Essa mudança implica em um novo rumo, uma nova direção na vida e nas ações. É o agir que leva a reparações, quando isso é possível. Sim, porque há mal que torna-se impossível qualquer tipo reparação e neste caso nada mais resta do que simplesmente perdoar e seguir um novo caminho.

O Mestre conhece o nosso coração. Ele sabe o que se passa dentro de cada um. Ninguém O pode enganar! Para Ele não é necessário muitas palavras, Ele entende e sabe quando estamos arrependidos de fato, a mulher adúltera bastou dizer “ninguém, Senhor” e foi o suficiente para receber dEle a resposta, “Nem eu também te condeno”. E o alívio foi imediato!

Há os que preferem viver com a culpa. É a multidão que reconhece que tem pecado mas não se dobra ao Mestre para receber dEle o perdão. É a turba que condena os outros, mas ao ser confrontada, retira-se de cena, com o fardo do pecado e da culpa. É preferível abandonar a cena, retirar-se da presença do Salvador do que render-se a Ele e receber palavras de conforto e alívio. Mas feliz é quem fica, quem permanece diante do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Os que ficam são perdoados e aliviados de seus fardos e podem seguir um novo caminho, “vai-te, e não peques mais”.

O que você prefere: ficar diante do Mestre ou retirar-se da presença dEle?

Miserável homem que sou!

Romanos 7.24.
A nossa maior luta não está nas dificuldades e tribulações da vida, mas em nosso próprio ser.
O texto bíblico, tema desta reflexão, está em um contexto em que o apóstolo Paulo fala da lei do pecado. Até certo ponto ele fala aos seus leitores, mas chega em um ponto específico em que ele começa a falar de si mesmo, incluindo-se no contexto de seus leitores, falando de sua própria luta interior. Não duvidamos da integridade e santidade do apóstolo, mas mesmo ele não era um super-homem, um ser absolutamente perfeito, ele também tinha suas fraquezas e debilidades. Chega um momento em que ele exclama: “miserável homem que sou!” (Rm 7.24).  Era a força da lei no pecado entranhada em seu ser que o levou a exclamar assim!
Quem somos nós? Somos seres humanos falíveis e imperfeitos. O mal habita o nosso ser desde o dia em que nossos pais decidiram pecar deliberadamente contra Deus. Há em nós uma semente maligna que nos impulsiona para o mal, "Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe"  (Sl 51.5).  Feliz é aquele que reconhece que em si mesmo não há bem algum, que não há bondade em seu ser: "E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus."  (Mt 19.17). É esta força poderosa que impera em nosso ser que nos impede de fazer o bem que queremos e acabamos fazendo o mal que não queremos. Vencer esse mal não é tarefa fácil. É uma luta diária e constante. E quando acabará essa luta? Somente quando partimos para a eternidade! Sim, somente quando deixarmos este mundo nos veremos livres desta luta interior e poderosa.
Entretanto, há uma boa notícia. Não estamos sozinhos nesta luta! Temos um amigo bem chegado, que está interessado em nossa vitória diária. Ao perguntar “quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24), personificando a lei do pecado que habitava o seu ser, o apóstolo dos gentios responde, dizendo: “Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor” (Rm 7.25). Sim, somente Jesus Cristo pode nos livrar de nossos próprios pecados e nos dá a vitória sobre eles. Esse luta não poderá ser vencida com nossas próprias forças, é preciso refugiar-se em Cristo. “AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará” (Sl 91.1).  “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte” (Rm 8.2). Sim, em Jesus Cristo somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou (e nos ama)!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A religião pura e imaculada

"A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo."  (Tiago 1.27).

Vez por outra alguém pergunta: Qual é a religião verdadeira? Ora, há tantas religiões no mundo que as pessoas ficam confusas. Mesmo entre os cristãos há tantas divisões que fica difícil distinguir entre o verdadeiro e o errado.

Tiago não está falando diretamente da religião verdadeira. Ele diz que a religião “pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo”. Temos aqui os parâmetros para a prática de uma religião que agrada a Deus. Pessoalmente tenho certa restrição com a palavra “religião”. De certa forma não discordo de Karl Max quando disse que “a religião é o ópio do povo”, no sentido em que aliena as pessoas da realidade da vida. Mas a religião pura e imaculada não aliena ninguém, muito pelo contrário, faz com que se participe das necessidades da vida, leva a se preocupar com aqueles que sofrem e precisam de ajuda, leva a não se envolver com o mal, com a corrupção deste mundo cruel.

Visitar os órfãos e as viúvas é assitir-lhes em suas necessidades, estender-lhes a mão, confortar-lhes nos momentos de solidão e dificuldades. Isso é apenas um exemplo da preocupação que devemos ter com os que sofrem e ficam desamparados. Não quer dizer que devemos nos restringir somente aos “órfãos e viúvas”, mas a todos os que necessitam de ajuda. “Os pobres sempre teremos conosco”, disse o Mestre. No meio evangélico é comum se dizer que devemos nos preocupar primeiramente com os “domésticos da fé”, ou seja, com os que são evangélicos também, no sentido de que irmão ajuda irmão . Entretanto, o texto que é usado faz uma alusão a fazer o bem a “TODOS” indistintamente, sem se esquecer dos irmãos (Gálatas 6.10). Parece que hoje, isso foi completamente esquecido na prática da religião evangélica. Os crentes estão mais preocupados em serem vitoriosos, vencedores, campeões de Jeová e prósperos financeiramente do que se preocuparem com os que sofrem e são menos favorecidos da sociedade.

Telepregadores, “apóstolos” (apóstolos?), bispos, pastores, missionários e tantos outros investem fortunas em compras de aviões, mansões, redes de televisão e rádio, bancos, bolsas de valores, construção de mega templos, do que em ajudar os menos favorecidos da nossa sociedade. E quantos pobres e necessitados temos no Brasil e em tantos outros lugares do mundo? O que está sendo feito pelos crentes para ajudar essas pessoas? O que acontecerá quando Jesus voltar e disser: "Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes”? (Mateus 25.42,43). O que está acontecendo conosco? Qual é a nossa prioridade no Reino de Deus? Os apóstolos e cristãos primitivos evangelizaram o mundo de sua época sem dinheiro algum! E o dinheiro que arrecadavam era para ajudar os necessitados (Atos 6.1; 1 Co 16.1-3). Cadê a contribuição dos crentes para os desabrigados do Haiti, para os desamparados do Rio de Janeiro, para os pobres da África e da América Latina? Está nos aviões particulares, nos canais de televisão, nos mega templos, nos shows gospels e em tantos outros lugares, menos onde de fato deveria está. Que Deus tenha misericórdia de nós!

Pelo menos vamos esperar que a segunda parte do versículo seja cumprida: “guardar-se da corrupção do mundo”, mas fica difícil pois os crentes de hoje querem “ganhar o mundo” literalmente, ou seja, viverem REGALADAMENTE no mundo, afinal, são “príncipes”, “filhos do Rei” e foram chamados para “reinar”… Chega!

MARANATA!

Onde está Deus?

"As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, enquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus?"  (Sl 42.3).

Vez por outra as pessoas perguntam onde Deus está, ainda mais quando acontece alguma calamidade ou catástrofe, principalmente quando vidas são ceifadas e muita dor é causada. Ao que parece, Deus assiste tudo de camarote e não se importa com o que acontece. É isso que as pessoas pensam e querem dizer quando perguntam onde Deus está diante dessas situações.

Mas, onde está Deus mesmo? Creio que antes de responder onde Deus está, devemos responder ONDE Ele NÃO está.

Deus não está na falsidade, na mentira, no ódio, no desejo de vingança, no engano, na traição, na corrupção, na trapaça, na manipulação das pessoas e vidas, no desejo de poder, na injustiça, no fingimento, no erro, na ganância, na miséria, na avareza, na impureza e em coisas semelhantes a estas. Sim, onde vemos essas coisas, certamente Deus não está. Deus não pode está onde impera o mal, onde prevalece a maldade e a crueldade, onde a injustiça é praticada e a perversidade anda solta. Não, Deus não está num lugar assim!

Mas Deus está onde há paz, verdade, misericórdia, compaixão, amor, honestidade, sinceridade, justiça, compreensão, perdão, respeito, santidade, e onde há virtudes e sentimentos semelhantes, se há algum louvor, Deus está. "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."  (Filipenses 4.8). Onde há amor verdadeiro e sincero, perdão de coração, compaixão e misericórdia certamente Deus estará sempre presente!

Assim, esse é o parâmetro para se descobrir onde Deus está. As calamidades e catástrofes acontecem como consequência natural da corrupção humana e maldição da terra. Portanto, Deus está onde sempre esteve e sempre estará.

"Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos."  (Isaías 57.15)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Olhando para Jesus

As pessoas buscam referenciais, alguém em quem possam se espelhar, alguém que sirva de modelo, que seja um ícone de honestidade, integridade, moralidade e até mesmo espiritualidade. Com isso criam seus ídolos, seus preferidos, seus exemplos.

Não são raras as vezes em que essas pessoas se decepcionam e ficam frustradas ao verem seus referenciais caindo em algum escândalo. É como se fossem elas mesmas que tivessem passando por aquilo. Algumas perdem a fé e ficam completamente sem esperança, sem confiança nas pessoas, tanto que é a frustração e a decepção. Outras perdem até mesmo o ânimo pela vida. Triste situação!

Há consequências graves para os que promovem escândalos, segundo as palavras do Mestre. Ainda mais se o escândalo fizer tropeçar algum dos pequeninos do Senhor. Seria melhor para essa pessoa suicidar-se. Sim, amarrar uma mó de azenha no pescoço e lançar-se no fundo mar é suicídio! Certamente o Mestre referia-se ao sentimento que deve invadir a pessoa que assim procede! Deve ser terrivel! Fazer tropeçar um pequenino, tem a ver com o afastá-lo de Deus, levá-lo a cair em desgraça, a perder a fé (leia Mateus 18.6-9).

No entanto, somos alertados pela Palavra para olharmos para a direção certa, para a pessoa certa, que nunca vai nos escandalizar ou nos decepcionar: JESUS, o autor e o consumador de nossa fé! Ele deve ser o nosso referencial de vida, fé e esperança. Olhando para Ele evitaremos ficar frustrados e decepcionados com quem quer que seja. Nada nos abalará ou nos afetará, porque estaremos firmados na Rocha Eterna e Inabalável! Firmados em Cristo seguiremos avantes, independente do que aconteça, por mais decepcionante que seja. Quem está em Cristo não se decepciona ou se abala com coisa alguma! Podem vir tempestades e ventos, mas não seremos abalados, estamos na Rocha!

As pessoas falham, Jesus não. As pessoas são fracas, mas Jesus é forte. As pessoas nos decepcionam, Jesus jamais. Os ícones caem e desaparecem, Jesus continua e continuará sempre de pé!

Sim, JESUS CRISTO é o nosso maior REFERENCIAL, olhemos para Ele e jamais seremos abalados ou confudidos!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O terror dos gadarenos

“E CHEGARAM ao outro lado do mar, à província dos gadarenos. E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo; o qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender; porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas, e ninguém o podia amansar. E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras” (Marcos 5.1-5).
Eis o relato de uma cidade atormetada por um maníaco que vivia clamando pelos montes e sepulcros. Esse dito maníaco era tão terrível que cadeias e grilhões não podiam prendê-lo. Certamente as pessoas viviam com medo desse indivíduo que agia como um verdadeiro louco desvairado e descontrolado. Era um bicho em forma humana. Morava nos sepulcros, se feria com pedras, e ninguém podia amansá-lo ou domá-lo. As crianças não podiam sequer passar por perto dele, imagine o medo que esse homem causava nelas. Qual seria a aparência dele? Devia ser terrível! O texto do evangelho de Lucas diz que ele não andava vestido, ou seja, andava nu. Quem se aproximaria de uma pessoa assim? Ninguém em sã consciência, com certeza. E por quanto tempo ele vivia daquela maneira? Também não sabemos. Quem sabe por anos afora! Quem eram seus parentes? Tinha família? Certamente que sim, mas faziam questão de não se identificarem. Que condição triste a desse homem!
Entretanto, estava ali um ser humano, uma alma, um homem que sofria atormetado por espíritos imundos. O que o levou àquela condição não sabemos. O certo é que ele era possuído por uma legião de demônios enfurecidos que o levavam àquela condição desumana. Aquele homem não queria viver assim, certamente. Forças alheias à sua vontade o dominavam. Haveria algum momento de lucidez? Se houvesse com certeza os demônios não deixavam que se manifestasse. E assim vivia aquela pobre alma.
Será que não havia naquela cidade um homem de Deus, disposto a ajudar aquela pobre alma? Parece que não.
Mas o que me impressiona é que os gadarenos nada faziam para ajudar aquele homem. Talvez não pudessem mesmo, dado a selvageria dele. Eles o prendiam com cadeias, como um animal e não tratavam-no como um ser humano. Por mais selvagem que fosse era um ser humano, digno de misericórdia e amor. Talvez quisessem se livrar dele o quanto antes! Muito embora a atitude deles revelou o contrário, ao verem o homem liberto, expulsaram Jesus de sua província. Preferiram valorizar mais os porcos do que a libertação de um ser humano, que sofria e vivia como bicho.
Creio que Jesus atravessou o Mar da Galiléia e enfrentou uma tempestade  somente para ajudar aquela pobre alma. Ele sabia que ele estava sofrendo. Pelo menos os demônios reconheceram que Jesus estava ali antes do tempo,  “vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?” (Mt 8.29). Sim, Jesus teve compaixão e misericórdia daquele homem! Foi no tempo certo, não antes, como os demônios disseram, libertar aquele que precisava desesperadamente de ajuda! Aquele que era o terror da cidade, voltou a ser um cidadão normal, podendo viver pacificamente entre os seus compatriotas.
Esse é o Deus que servimos! Um Deus de amor e misericórida, que se compadesse, que salva, que cura, que liberta!



sexta-feira, 30 de julho de 2010

Tenho medo!

imagePorque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu” (Jó 4.25).

O medo é um dos sentimentos mais fortes do ser humano. O medo tem um lado positivo e outro negativo.

O lado positivo está no fato de que, por medo, muitos deixam de cometer verdadeiras loucuras! Por medo, deixamos de enfrentar verdadeiros perigos que poriam em risco a nossa própria vida. Por medo, recuamos em meio ao perigo eminente. Assim, positivamente analisado, o medo não é algo ruim. Seria até mesmo um meio de sobreviver em face dos perigos e circunstâncias da vida.

Por outro lado, o medo também pode nos impedir de fazer grandes realizações na vida. Este é o lado negativo do medo. Grandes empreendedores venceram na vida porque romberam a barreira do medo e investiram seus recursos onde parecia não haver resultado algum. Correram o risco e foram bem sucedidos! Outros, entretanto, amargaram grandes derrotas, mas, pelos menos, não se acovardaram diante dos desafios!

Todavia, parece que Deus muitas vezes nos leva a enfrentar nossos próprios medos. O texto bíblico citado acima nos mostra a condição de um homem que tinha medo da situação que enfrentava. O que ele tinha medo lhe aconteceu. Desta forma, sua segurança era aparente, não era verdadeira, porque se tinha medo, não poderia viver tranquilo. O medo apavora o ser. Certo vez ouvi uma pessoa dizer: “tenho medo de ter medo!”. Ou seja, era uma pessoa corajosa, mas tinha medo de qualquer forma, mesmo que fosse medo de ter medo!

Deus fez Jó enfrentar seus temores para que no final ele pudesse confiar mais nEle. A confiança e o amor lançam fora o medo! Eis o que disse o salmista “O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?” (Sl 27.1). Sim, Deus nos leva a enfrentar nossos medos para que aprendamos a confiar inteiramente nEle. Certamente depois de ter passado por aquela amarga experiência, Jó deixou de ter medo e passou a confiar mais em Deus. Leiamos suas próprias palavras: “ENTÃO respondeu Jó ao SENHOR, dizendo: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia. Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42.1-6).

Aprendamos a confiar mais no Senhor Deus e deixemos de lado todo o medo!

domingo, 18 de julho de 2010

O sábado foi feito por causa do homem

"E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado."  (Marcos 2.27).

O sábado, instituído por Deus como um dia de repouso e descanso semanal, foi levado tão a sério pelos judeus, que se estabeleceu como um mandamento extremamente duro, que a quebra do mesmo era punida com a morte (Ex 31.12-17). A punição com a morte era para lembrar a seriedade do compromisso com Deus. Era também um sinal entre Deus e os filhos de Israel, conforme podemos ler no texto citado.

Mas o propósito de Deus sempre foi o de estabelecer um dia de descanso para o homem, para que este se restabelecesse de seus trabalhos e fadigas, e também como um dia de adoração e comunhão com Ele. Deus não colocou um dia da semana acima do ser humano, ou de suas necessidades, mas como uma forma de ajudar ao homem a entender a necessidade do descanso, de se refazer as forças para continuar a labuta da vida, bem como um dia de adoração e comunhão com o próprio Criador. Entretanto, o que parecia bom para o homem se tornou algo escravizante, não da parte de Deus, mas da parte do próprio homem, por não entender o propósito de Deus. O que aconteceu foi que o sábado se tornou mais importante do que o próprio homem. Um dia da semana torna-se, no conceito religioso, mais importante do que o próprio ser humano.

Nos dias de Jesus, os fariseus acusaram os discípulos do Mestre de violarem o sábado, justo porque colhiam espigas de uma seara nesse dia. Jesus os indagou se eles nunca tinham lido o que Davi havia feito, comendo dos pães da proposição juntamente com os seus homens, o que era permitido somente aos sacerdotes, e mesmo assim, não foi punido por Deus. E por que fez isso? Porque estava com fome, demonstrando assim que a necessidade humana estava acima das regras religiosas. O que Davi havia feito era uma questão de sobrevivência por uma causa maior. Embora isso não seja pretexto para se violar as leis divinas, o que Jesus responde é que Ele era Senhor de todas as coisas, inclusive do sábado, e que o que os discípulos estavam fazendo tinha sido autorizado por Ele. Mas ao dizer que o sábado tinha sido feito por causa do homem vemos aqui um princípio que se aplica à vida, principalmente no aspecto da justiça e dos relacionamentos humanos.

Nada pode escravizar o ser humano. Cristo veio para nos dar vida e vida com abundância. E viver a vida abundante é ser livre, ter a consciência limpa de que se está servindo a Deus de coração e não baseado em regras e leis previamente estabelecidas. Os princípios de Deus devem ser entendidos como princípios de vida e não princípios escravizantes ou pesados. O alvo de Deus é o ser humano. Este é o principio do Evangelho. Cristo veio buscar e salvar o que se havia perdido. Resgatar o ser humano de seu estado caído e restabelecê-lo à comunhão com o Pai. E essa comunhão é baseada no AMOR. O que não é feito por amor ou com amor não tem valor algum diante de Deus. Guardar o sábado (ou o domingo, seja qual for) com pretexto puramente religioso, sem devoção, sem amor a Deus e a sua Palavra não vale um vintém diante de Deus. Isto se aplica a tudo na vida. Eu vejo Jesus ensinando que o que contamina o homem não é o que entra, mas o que sai de sua boca, porque provém do coração! O adultério para Jesus não é somente o ato em si, mas o desejo de adulterar que está no coração, o que na verdade já ocorreu, independente de praticá-lo ou não! E quantos há que estão neste estado diante de Deus! Deus está preocupado com o que está em nosso coração. Qual o motivação que nos leva a agir da forma que agimos. Se somos verdadeiros e sinceros ou não.

Assim, que não haja nenhum sábado ou qualquer outra coisa acima de nossa consciência ou de nossa vida, pois quer vivamos  ou quer morramos, somos do Senhor!

domingo, 11 de julho de 2010

Já não sou digno de ser chamado teu filho

"E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho"  (Lucas 15.21).

O primeiro sentimento que vem ao coração daquele que peca contra Deus é o sentimento de indignidade, de auto-exclusão da presença de Deus, visto que Deus é um Deus absolutamente Santo. É natural e normal que isso aconteça. Todavia, o Deus a quem servimos nunca deixa de nos tratar como filhos. Embora sejamos rebeldes, o amor do Pai é imensurável e incomparável e Ele espera que nos concientizemos de nossos pecados e nos voltemos para Ele arrependidos e dispostos a continuar a jornada que nos está proposta.

Deus disciplina aos seus filhos, caso contrário, não seríamos filhos e sim bastardos (Hb 12.8). A disciplina de Deus é sempre visando o nosso bem. Não precisamos ter medo de Deus. Embora temamos a Sua disciplina, mas Ele não vai nos abandonar e nem nos deixar perecer.  A disciplina virá para nos fazer crescer ou mesmo perceber quão errados estamos e que precisamos do perdão e da misericórdia do Senhor sobre nossas vidas.

Deus nunca vai abandonar os seus filhos. Nós abandonamos a Deus, mas Ele não nos abandona. Ele nunca vai deixar de nos tratar como filhos amados, mesmo que nos castigue ou nos discipline, Ele sempre vai nos amar!

Assim, o sentimento de indignidade, embora natural, deve ser substituído por um sentimento de confiança e amor pelo Pai amado, que sempre nos receberá de braços abertos, tal como o pai do filho pródigo.

domingo, 4 de julho de 2010

Nada além da graça

O que posso fazer para ser aceito diante de Deus?

Essa pergunta se reveste de significado num mundo em que a religião do “faça isso” e “não faça aquilo” impera, levando as pessoas a pensarem que podem contribuir, de alguma forma, para a sua salvação ou justificação diante de Deus. A idéia que muitas pessoas tem é que Deus está irado contra a humanidade e que é preciso fazer algo para aplacar a Sua ira. Nada diferente das antigas religiões, em que os deuses estavam sempre irados e era necessário oferecer-lhes algo para que não se voltassem contra a humanidade.

Os evangelhos nos mostram claramente que tudo o que era necessário ser feito para que sejamos aceitos diante de Deus já foi feito. Havia sim uma dívida, um peso, algo que nos era contrário, algo que nos afastava de Deus, da sua presença, da sua comunhão. Estávamos destituídos da glória de Deus, desde o Edén, quando de lá foram expulsos nossos pais.  Mas hoje, temos um elo de ligação com Deus. O que o antigo Adão não pôde fazer, o Novo fez. Sim, Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, fez tudo o que era necessário para nos reconciliar com Deus, para reatar o que estava desligado, para aproximar o que estava afastado.

Jesus Cristo fez tudo por nós! Não é preciso fazermos mais nada, a não ser aceitarmos gratuitamente a sua graça e nos entregarmos inteiramente à sua imensa e infinita misericórdia e ao seu grande e incomparável amor! 

Nada do que eu venha a fazer mudará o que Deus já fez por mim! Se eu me perder, não será porque Deus não me ama ou porque não fez nada por mim, mas simplesmente porque não aceitei a sua soberana graça. O “faça isso” e “não faça aquilo” não funcionam aqui! Só o amor que move o meu coração em direção a Deus, para que eu me entregue inteiramente a Ele e aceite o que Ele já fez por mim, através de Jesus Cristo, Seu Filho amado!

Nada, além da graça, da soberana graça!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

As instituições são mais importantes do que as pessoas?

Li em um blog a expressão: “…as instituições são muito mais importantes do que as pessoas”. Postei um comentário discordando da afirmação e o meu comentário não foi sequer publicado pelo moderador do blog (não vou citar a fonte por questão de ética).

Eu leio na Bíblia Deus criando todas as coisas, e depois de criar o mundo, Ele criou as pessoas. Veio então a primeira instituição, o casamento. Mas o texto se referia às instituições humanas, em forma de organizações, como é o caso das igrejas, convenções, associações, como as temos hoje. Tais instituições são importantes nas relações humanas, mas não estão acima das pessoas.

Deus olha para as pessoas e não para as instituições, esse é o meu entender! Jesus veio buscar e salvar pessoas e não instituições! “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). O que estava perdido era o ser humano e não as instituições! Aliás, foram as instituições religiosas  que mataram Jesus! Ele foi contra o sistema religioso que imperava entre os judeus, e isso o levou à morte. Evidentemente tudo estava no plano perfeito de Deus. Jesus não morreu por acaso, foi tudo planejado por Deus desde a fundação do mundo (Ap 13.8).

Instituições vêm e vão, mas as pessoas permanecem. Instituições não podem substituir as pessoas, mas as pessoas podem mudar as instituições. Creio até que há instituições nocivas às pessoas. Instituições que destroem a vida. Instituições que tiram a liberdade humana, que prendem o ser. Instituições que tolhem a liberdade de pensar, refletir, discordar, de se expressar. Tais instituições não merecem sequer existir. Devem ser desativadas, despojadas e lançadas no esquecimento.

Até mesmo a igreja, quando deixa de ser vista como um organismo vivo (o corpo de Cristo)  e se torna apenas uma instituição, não merece o título de igreja, e não devia continuar existindo. Há alguns anos atrás, lancei na convenção estadual de minha igreja uma idéia de se ministrar aos obreiros a diferença da igreja como organismo e organização. Creio que minha idéia foi adotada por um companheiro de ministério que lançou um seminário com o tema. É preciso realmente diferenciar isso!

Sou a favor do ser humano, da vida, da liberdade, do amor, da paz, da graça, da comunhão, da compaixão, da esperança! Mas sou contra todo tipo de instiuição que nega o lado humano ou que tenta anular a individualidade e a liberdade humana.

Viva as pessoas! E abaixo as instituições que se poem acima das pessoas!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ganhar almas?

Devo dizer que hoje em dia a expressão “ganhar almas” me deixa enervado em certo sentido. A Bíblia diz que “"O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio."  (Provérbios 11.30). Isso se aplica a ganhar almas para o Reino de Deus, levar pessoas a uma experiência de salvação, a Jesus Cristo, o Senhor e Salvador do mundo (se bem que no contexto de Provérbios tem mais a ver com o livrar vidas do perigo, cultivar a amizade e o companheirismo). No entanto, o que vemos hoje não é um verdadeiro ganhar de almas para Jesus, para o Reino de Deus, mas o interesse em encher as igrejas de pessoas, para que haja mais dízimos, mais ofertas, mais dinheiro nos cofres da igreja. Vejo com pesar alguns líderes dizerem “estas cadeiras (ou bancos) serão insuficientes com o tanto de pessoas que encherão a nossa igreja”, num ato de vaidade e ostentação, como quem dizendo: “um dia serei um líder de uma igreja bem grande, com muitos membros e todos verão o meu poder, que Deus está comigo!”. Ledo engano!

Na verdade, ganhar almas é um ato nobre e sublime que Deus concedeu aos seus filhos. Faz parte do IDE imperativo do Senhor Jesus aos seus discípulos. É o cumprimento da Grande Comissão! Mas ganhar almas não significa o que muitos entendem hoje. O entendimento de ganhar almas, em muitas igrejas, está restrito às pessoas que vão à frente na hora do apelo em um culto ou campanha evangelística. Dizem com muito orgulho: “tantas almas foram ganhas para a glória de Deus!”. Que coisa horrível! A ida de pessoas à frente de um pregador na hora do apelo para receberem a oração da salvação, não signfica necessariamente  “ganhar almas” para o Reino de Deus.  Fui líder de uma cruzada evangelística por algum tempo e durante esse tempo pude observar que nem todos os que vão à frente permanecem na igreja. De quem é a culpa? Da própria igreja.

Agora observemos as palavras de Jesus: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28.19,20). Isto sim é ganhar almas! Fazer discípulos, batizá-los em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensiná-los a guardar todas as coisas que o Mestre nos mandou! Mesmo que esses discípulos não permaneçam em nossa igreja, mas que vivam conforme as verdades do evangelho de Cristo, servindo ao Senhor de coração, mesmo em outra igreja.

Se assim fizermos, seremos sábios e verdadeiros ganhadores de almas!