sábado, 5 de dezembro de 2009

Compreendendo melhor a "Oração do Pai Nosso"

Será inútil dizer:
"Pai Nosso"
Se em minha vida não ajo como filho de Deus, fechando meu coração ao amor.

Será inútil dizer:
"Que estas nos céus"
Se os meus valores são representados pelos bens da Terra.

Será inútil dizer:
"Santificado seja o teu Nome"
Se penso apenas em ser cristão por medo, superstição e comodismo.

Será inútil dizer:
"Venha o teu Reino"
Se acho tão sedutora a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades.

Será inútil dizer:
"Faça-se a tua vontade assim na terra como no Céu"
Se no fundo desejo mesmo é que todos os meu desejos se realizem.

Será inútil dizer:
"O pão nosso de cada dia dá-nos hoje"
Se prefiro acumular riqueza, desprezando meus irmãos que passam fome.

Será inútil dizer:
"Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores"
Se não me importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar os que atravessam o meu caminho.

Será inútil dizer:
"E não nos deixes cair em tentação"
Se escolho sempre o caminho mais fácil, que nem sempre é o caminho de Deus.

Será inútil dizer:
"Livra-nos do mal"
Se por minha vontade procuro os prazeres materiais, e se tudo que é proibido me seduz.

Será inútil dizer:
"Amém"
Porque sabendo que sou assim, continuo me omitindo e nada faço para me modificar.

(Autor desconhecido)

sábado, 28 de novembro de 2009

Mary Did You Know

It's Christmas time and we have to meditate about the real meaning of "Christmas". Do not forget that Christmas is the celebration of Jesus' birthday.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Inferno!!??

Ontem tive a ousadia de pregar uma mensagem em nossa igreja falando sobre a realidade do inferno. Para minha surpresa, alguns membros da igreja estavam comentando que fazia anos que não se ouvia mensagens alertando sobre este fato.
Aceitemos ou não, o inferno é uma realidade, tanto como o Céu.
Hoje em meio a tantas mensagens de autoajuda, de incentivo, de vitória, é preciso falar que se não vivermos uma vida santa, que agrada a Deus, irremediavelmente iremos para o inferno. Também é preciso dizer aos inconversos que se eles não aceitarem a Jesus Cristo, como único Salvador e Senhor, também irão para o inferno.
A Bíblia fala claramente sobre o inferno. Em uma busca rápida, usando a Bíblia Versão Digital, encontramos 57 referências diretas a palavra inferno, sem contar outras palavras que aludem ao mesmo, tais como: "fogo eterno", "trevas exteriores", "fogo que nunca se apaga", "lago de fogo e enxofre", etc.
Jesus não deixou de falar sobre o assunto. Em Marcos 9.43-48, Ele deixa bem claro que se algo em nós serve de escândalo, é melhor arrancarmos (seja mão, pé, olho...) do que sermos lançados no inferno, "onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga". Em Mateus 25.41, Ele pronuncia a sentença àqueles que estarão à sua esquerda no julgamento das nações: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos". Ora meus irmãos, se Jesus não se esquivou de falar sobre o inferno, deveríamos nós, seus servos, nos esquivarmos? Creio que não.
Ouçam ou deixem de ouvir, o inferno existe, e para lá irão todos aqueles que não querem saber de Deus e Sua Palavra, aqueles que vivem dissolutamente, mesmo aqueles que se dizem ateus, que não crêem em Deus, um dia haverão de crer, quando estiverem diante dEle no juízo do Grande Trono Branco.
Mas para aqueles que estão em Cristo Jesus, "nenhuma condenação há" (Rm 8.1).
Que Deus nos livre do inferno! (e nos livrará se crermos nEle e vivermos santa e piedosamente diante dEle).

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A Cobra e o Vagalume

Conta a lenda que uma vez uma cobra começou a perseguir um vagalume.

Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a cobra nem pensar em desistir.

Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...

No terceiro dia, já sem forças o vagalume parou e disse a cobra:

- Posso lhe fazer três perguntas?

- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar...

- Pertenço a sua cadeia alimentar?

- Não.

- Eu te fiz algum mal?

- Não.

- Então, por que você quer acabar comigo?

- Porque não suporto ver você brilhar...

Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar.

Hoje

Hoje é o dia de sorrir e se alegrar, de transbordar e cantar, o dia de fazer novas amizades e refletir sobre a vida, o dia de pedir perdão e de perdoar, o dia de orar, falar com Deus sinceramente, abrir o coração, chorar, confessar, o dia de olhar para a frente, o dia de construir, o dia de buscar, o dia de adorar a Deus, o dia de ler a Bíblia, o dia de obedecer, o dia de tomar decisões, o dia de voltar atrás se for preciso, o dia para amar e ser amado(a), o dia para passar com a família, o dia para passear, o dia para trabalhar, o dia para descansar, enfim, HOJE é seu grande DIA. Aproveito-o!

domingo, 8 de novembro de 2009

Quero ir para o Céu

Há coisas bonitas e maravilhosas neste mundo. É bom viajar, conhecer lugares novos, conhecer pessoas, ter novos amigos, desfrutar o que de melhor a vida oferece, ter uma família, cursar uma faculdade, ter uma profissão, ganhar dinheiro, ter um bom carro, uma boa casa...
Mas, apesar de tudo isso, eu quero ir para o Céu. Muito embora, "passarinhos, belas flores, querem m'encantar; são vãos terrestres esplendores, mas contemplo o meu lar" (HC 36).
O caminho? Já sabemos: Jesus Cristo. Mas parece que muitos não o encontram e quando o encontram não trilham por Ele como deveriam trilhar. Por que? Porque o caminho é apertado e a porta é estreita (Mt 7.14). Exige arrependimento, conversão, perdão, santificação, renúncia, amor (a Deus e ao próximo), apartar-se do mal...
Mas, eu quero ir para o Céu, mesmo que exija de mim sacrifícios, arrepender-me de meus pecados, confessá-los e abandoná-los, humilhar-me, renunciar ao mundo e a mim mesmo, pedir perdão a quem ofendi, amar os meus inimigos (caso os tenha), andar em novidade de vida...
Ir para o Céu é o meu maior alvo e desejo, e sei que o Salvador assegurou-me, por amor, essa grande oportunidade morrendo por mim na cruz. Sei que Ele escreveu o meu nome no Livro da Vida, quando O aceitei como meu único Salvador e Senhor.
Que o mundo não me iluda e que nada me impeça de IR PARA O CÉU!

sábado, 7 de novembro de 2009

Não me envergonho do Evangelho (verdadeiro)...

"Não me envergonho do evangelho..." (Rm 1.16).
Paulo refere-se ao verdadeiro evangelho de Cristo, o evangelho que transforma, que santifica, que nos mostra o caminho do céu, entre outras coisas verdadeiras e bíblicas.
Hoje, em pleno século XXI, o que vemos alguns chamarem de evangelho é uma verdadeira "vergonha". Desse evangelho devemos sim nos envergonhar. O "evangelho" da facilidade, da prosperidade, do triunfalismo. O evangelho que não prega a necessidade de arrependimento de pecados, contrariando a pregação do próprio Cristo (Mc 1.15), o evangelho que não prega a necessidade da novidade de vida, da vida santa e consagrada a Deus, da renúncia. Esse evangelho é vergonhoso. Esse não é o evangelho de Cristo, mas sim um "outro evangelho" (Gl 1.9). Desse eu me envergonho.
Mas o verdadeiro evangelho eu prego, ensino, vivo e defendo, pois dele não me envergonho.
A Deus seja a glória!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Perdôo, mas não esqueço!

Dizia-me um certo amigo que a frase: "perdôo, mas não esqueço", era a mesma coisa que dizer: "não posso perdoar".
Na verdade, é difícil esquecer as ofensas sofridas, mas é possível viver sem que essas ofensas causem dor ou inquietação.
Perdoar é possível quando entendemos o valor do perdão que recebemos da parte de Deus. Por mais horrendos que tenham sido os nossos pecados, quando nos arrependemos, recebemos o perdão do Senhor Deus. Os nossos pecados são "lançados nas profundezas do mar" (Mq 7.19). Deste modo, Deus se esquece deles. Deus diz a respeito de Israel em Hebreus 8.12 "... E de seus pecados e de suas prevarições não me lembrarei mais". Assim, tudo indica que perdoar envolve sim "esquecimento". Leia também Mq 7.18; Jr 31.34; Hb 10.17.
Lógico que esse esquecimento tem a ver com "não levar mais em consideração a ofensa recebida". Difícil é, mas plenamente possível.
Cristo ao ensinar os discípulos a orar não esqueceu de mencionar a importância do perdão: "perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mt 6.12 - ARA). Citei este versículo da versão Almeida Revista e Atualizada de propósito. Este texto dar a entender que para receber o perdão de Deus, temos que primeiro perdoar os nossos devedores, "assim como nós TEMOS PERDOADO aos nossos devedores". Isso deixa claro que Deus espera que assim como Ele nos perdoa, nós também perdoemos os que nos ofendem ou pecam contra nós.
Difícil, não é mesmo? Que Deus nos ajude a perdoar e a esquecer!

III Simpósio Luso-Brasileiro

Foi uma bênção o III Simpósio Luso-Brasileiro em Lisboa, nos dias 8, 9 e 10 de outubro de 2009, promovido pela COMADEUR - Convenção de Ministros das Assembleias de Deus para a Europa, entidade presidente pelo Digníssimo Pr. Antonio Dionízio da Silva.
O evento contou com a presença dos pastores Ciro Sanches Zibordi e Esdras Costa Bentho.
O Pr. Ciro ministrou sobre "A Igreja da Atualidade e Seu Crescimento", o Pr. Esdras sobre "Os Desafios da Igreja na Pós-Modernidade: Crescimento, Estagnação e Práxis" e o Pr. Dionízio ministrou sobre "Igreja: Paradigma ou Pragmatismo?".
Todos foram muito felizes em suas exposições. Os participantes foram levados a refletirem sobre o papel da igreja nos dias atuais. A seguir o modelo deixado por Cristo e deixar os modismos que estão sendo adotados por muitas igrejas da pós-modernidade.
Deus foi glorificado e a igreja edificada!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Igreja, luz do mundo e sal da terra

Precisamos refletir sobre a missão da igreja nos dias atuais. Mas antes é preciso redefinir com exatidão o significado de "igreja" à luz da Palavra de Deus.
Para muitos, igreja é uma simples organização ou um lugar de culto. Mas a igreja é a congregação dos redimidos do Senhor na terra, a "universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus" (Hb 12.23), a noiva do Cordeiro, a "coluna e firmeza da verdade" (1 Tm 3.15), o corpo de Cristo.
Cristo afirmou: "edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18). A igreja foi edificada por Cristo e em Cristo para representá-Lo na terra e continuar a obra por Ele iniciada. Ser de fato "a luz do mundo e o sal da terra". Se não cumprimos este papel, não podemos ser chamados de igreja.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

"Pequei contra o Senhor"

"Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor" (2 Sm 12.13a).
Davi, o homem segundo o coração de Deus, pecou. Ele se deixou levar por seus sentimentos e desejos e cometeu um absurdo pecado. Seu pecado não foi só o adultério, mas também o homicídio. Ele também errou ao tentar ocultar o seu pecado, ao achar que estava tudo bem, que Deus não tinha visto. Apesar de tudo isto, ele era um homem de Deus, e não deixou de ser homem de Deus, mesmo em pecado. Deus mesmo se encarregou de repreender a Davi, de trazer à tona o seu pecado.
Às vezes fico pensando no que o apóstolo Paulo escreveu: "Os pecados de alguns homens são manifestos antes de entrarem em juízo, enquanto os de outros descobrem-se depois" (2 Tm 5.24). Creio que é por causa da grande misericórdia de Deus que os pecados de alguns homens (mesmo homens de Deus) são descobertos antes do juízo, porque assim eles têm tempo para se arrependerem, confessarem e abandonarem os seus pecados. O problema, creio eu, é com a segunda parte do versículo, os pecados que se descobrem depois, ou seja, no juízo. No juízo não tem mais jeito, é já para entrar em condenação.
Davi ao ser descoberto, não hesitou em confessar: "Pequei contra o Senhor", e no Salmo 51.3,4 ele acrescenta: "Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente, pequei, e fiz o que é mau diante dos teus olhos".
A resposta de Deus, através de Natã, foi imediata: "O Senhor também já te perdoou, não morrerás" (2 Sm 12.13b).
Que Deus amoroso, misericordioso e pronto a perdoar! A Ele seja a glória para sempre!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sinceridade

Sinceridade, "diz-se daquilo ou daquele em que não há engano, hipocrisia ou fingimento; proibidade na intenção ou no falar" (Wikcionário).
Você já foi sincero com alguém, abrindo-lhe o coração e depois viu que comenteu um grande erro?
Certamente que sim. Todos nós nos decepcionamos na vida, mas isto não quer dizer que devemos nos fechar e achar que a sinceridade é algo ficticio e irreal, que não existe mais.
Ouvi certa ocasião alguém dizer que sinceridade era agir sem máscara, ou mesmo, "tirar a máscara". Parece que tem a ver com o antigo teatro grego onde os atores usavam máscaras para demonstrar emoções.
No cotidiano da vida muitas vezes usamos algumas máscaras, mas é preciso tirá-las, e demonstrar nossas emoções sem o auxilio delas, sendo nós mesmos.
Sinceridade é agir com honestidade, com transparência, com a verdade, mesmo que isso venha a doer. Ser sincero é ser verdadeiro!
Acredito que ainda há pessoas sinceras, em quem podemos confiar sem nos decepcionarmos. Creio que vale a pena ser sincero, ainda que muitos não sejam conosco!
Deus está na sinceridade!
"Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade" (Pv 2.7)

terça-feira, 23 de junho de 2009

E se fosse comigo...

Sempre que sou tentado a julgar e sentenciar alguém, penso: "e se fosse eu" no lugar dessa pessoa, o que faria?
Jesus disse que com o mesmo juízo que julgarmos, seremos julgados e com a mesma medida que medirmos, seremos medidos (Mt 7.2). Devemos ter sempre em mente que somos seres humanos cheios de falhas e defeitos. Estamos lutando todos os dias contra a nossa própria natureza pecaminosa. É evidente que não devemos usar isso como desculpas para os nossos erros. Quando erramos, devemos reconhecer o erro e corrigi-lo, como nos ensina a Bíblia.
Geralmente quando erramos queremos receber misericórdia da parte dos outros. Não importa o erro, o que queremos é misericórdia. Queremos que a sentença sobre nós seja branda, mesmo quando isso não é possível.
A misericórida vem de Deus. E, misericórida é o que não falta em nosso Deus. Ele é o Pai das misericórdias (2 Co 1.3). Ele nos ajudará a usar de misericórdia para com o nosso próximo, quando estes errarem.
Jesus usou a expressão: "misericórdia quero, e não sacrifício" (Mt 9.13; 12.7), para nos ensinar a sermos misericordiosos com os que erram.
"Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas." (Mt 7.12).
Antes de bater o martelo e sentenciarmos alguém, pensemos: "e se fosse comigo".
Que Deus nos abençoe!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Soberba

"Deus resiste aos soberbos" (Tiago 4.6; 1 Pedro 5.5).
Soberba é o sentimento negativo caracterizado pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas, levando a manifestações ostensivas de arrogância, por vezes sem fundamento algum em fatos ou variáveis reais. O termo provém do latim superbia (Wikipédia).
A soberba é o contrário da humildade. A soberba é uma grande afronta a Deus e ao próximo. Jesus deixou bem claro que nenhuma pessoa é superior a outra. Somos todos iguais. Na verdade, o ensino bíblico não é de igualdade, mas de inferioridade. "Sede sujeitos uns aos outros" (1 Pe 5.5). "Cada um considere os outros superiores a si mesmo" (Fp 2.3).
Os soberbos acham-se acima de todas as pessoas. Consideram-se o centro das atenções. Que todos devem prostrar-se diante deles e servir-lhes em tudo.
Nunca devemos nos esquecer das palavras de Deus a Jó:
"Derrama os furores da tua ira, e atenta para todo o soberbo, e abate-o. Olha para todo o soberbo, e humilha-o, e atropela os ímpios no seu lugar. Esconde-os juntamente no pó; ata-lhes os rostos em oculto" (Jó 40.11-13).
Deus nos livre da soberba!

Humilhai-vos

"Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte;" (1 Pedro 5.6).
Um das grandes lições que Jesus ensinou aos seus discípulos, foi a lição da humildade. O Mestre mesmo demonstrou humildade durante toda a sua vida terrestre, mesmo Ele sendo o Senhor dos senhores. Na ocasião em que os discípulos discutiram sobre qual deles seria o maior, o Mestre deu-lhes uma tremenda lição. Toma uma criança e coloca no colo e fala que quem não se tornasse como criança não poderia ver o Reino de Deus. E, por ocasião da páscoa, quando pela última vez, os discípulos contendem mais uma vez sobre qual deles seria o maior, o Mestre pergunta-lhes: "Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve" (Lucas 22.27). O Mestre mostra no seu próprio exemplo que Ele poderia ser servido, mas veio para servir. Essa foi a ocasião em que Ele lavou os pés dos discípulos, demonstrando totalmente humildade e serventia.
Se somos seguidores de Jesus, devemos imitar-lhes as ações.
A humildade faz com que nos humilhemos diante de situações em que poderíamos "chutar o balde". Humilhar-se nem sempre é bom e agradável no momento da humilhação. Mas certamente produzirá o fruto desejável no futuro. Jesus nunca nos ensinou a revidar uma ofensa ou agredir alguém. Ele mesmo sendo ofendido e insultado, não revidava. O apóstolo Pedro explica o porque: "o qual, quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente" (1 Pedro 2.23). Entregar-se Àquele que julga justamente é a resposta que os humilhados precisam saber. Deus julga justamente! Ao Seu tempo ele exaltará o humilhado.
Deus é fiel! Confiemos nEle!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ofensas "talentos" vs. ofensas "denários"

O texto bíblico de Mateus 18.23-35 nos conta a parábola do servo incompassivo.
Um servo que devia ao seu senhor uma quantia astronômica: dez mil talentos. O talento dos tempos bíblicos podia ser de prata ou de ouro. Um talento de prata correspondia a seis mil denários. O talento de ouro valia, pena menos, 30 vezes mais do que o de prata. Um denário era a diária de um trabalhador. Segundo a Agência Judaica (http://www.agenciajudaica.com.br/inst_faq.shtm), hoje o salário mínimo de Israel é cerca de US$800.00 (oitocentos dólares) mensais, ou seja, um pouco mais de US$26.00 (vinte e seis dólares) por dia de trabalho. Assim sendo, um talento correspondia a US$ 156,000.00 (cento e cinquenta e seis mil dólares americanos). Assim, atualizada com base no salário mínimo de Israel, a dívida daquele servo era de 1 bilhão e 560 milhões de dólares, uma verdadeira fortuna. Era, portanto, impossível aquele servo pagar a dívida que tinha com o seu senhor. Ao ser cobrado pelo senhor, o servo se humilha e pede para que o senhor seja paciente com ele, pois ele iria pagar-lhe a dívida. O senhor, por sua vez, movido de íntima compaixão, e sabendo que o servo jamais poderia pagar aquela dívida, perdoa-lhe completamente a dívida. Já pensou o alívio daquele servo? Ser perdoado de uma dívida bilionária!
Esse mesmo servo, tinha um conservo que o devia 100 denários. Veja bem, a dívida era de apenas 100 denários. Não chegava a 1 talento (6.000 denários).
O servo cobra a dívida do conservo e o conservo, tal como o servo antes, se humilha e pede paciência pois a dívida iria ser paga. O servo, num ato de incompaixão, sufoca o conservo e encerra-o na prisão.
Tal ato de incompaixão chegou ao conhecimento do senhor daquele servo, que o convocando passa-lhe em rosto o que ele tinha feito, e lhe diz: "Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?"
O resultado: o perdão da dívida bilionária foi revogado e o servo entregue aos "atormentadores" até que pagasse toda a dívida (impossível de pagar).
Com certeza Jesus quiz ilustrar nesta parábola o quanto somos devedores para com Deus. Temos uma dívida muito grande para com Ele. Uma dívida que não temos condições de pagar! Essa dívida corresponde aos nossos pecados e ofensas a Deus. Nossos pecados são grandes diante do Senhor. Não tínhamos condições de nos livrar deles sozinhos. Foi por isso que Jesus pagou a dívida por nós. Ele morreu para nos perdoar, pagando a nossa dívida e riscando a cédula que nos era contrária (Cl 2.14).
Eu considero toda ofensa, todo pecado contra Deus, uma dívida "talentos". E toda ofensa ou pecado contra o próximo, uma dívida "denários". Contra Deus nossa dívida é sempre de talentos e contra o nosso próximo, por mais horrível que seja a ofensa, é sempre denários, ou seja, pequena em relação a Deus.
Todo o pecado, por mais horrendo que seja, uma vez que o pecador se humilha, se arrepende e pede perdão a Deus e a quem ele ofendeu, Deus prontamente o perdoa.
A parábola acima nos mostra o quanto Deus é compassivo! Ele tem compaixão e misericórdia de nós se nos arrependemos de verdade. Ele nos perdoa de todo o pecado e nos purifica de toda a injustiça (1 Jo 1.9).
Assim como Deus nos perdoa, Ele espera que perdoemos os nossos semelhantes, quando estes pecam contra nós. Toda ofensa contra nós será sempre ofensa "denários". O maior pecado é sempre contra Deus. Quando pecamos contra o nosso próximo, pecamos contra Deus também. E, se Deus nos perdoa, quem somos nós para não perdoar o nosso ofensor?
Na verdade, se não perdoamos, o perdão de nossos próprios pecados é anulado. Tal como aconteceu com o servo, por não ter perdoado o conservo, acontecerá conosco, se não perdoarmos aos nossos conservos.
Pensemos nisso, e estejamos sempre prontos a perdoar!

domingo, 26 de abril de 2009

Vaso quebrado

"Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras. E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas, como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer" (Jr 18.2-4).

Essa experiência de Jeremias me faz refletir sobre algumas coisas em nossa vida. O vaso que o oleiro fazia era de barro, assim como de barro somos nós.
O oleiro estava construindo, moldando o seu vaso tranquilamente. É a fase de nossa vida quando tudo está tranquilo e calmo. É o momento quando sentimos que Deus está trabalhando em nossa vida, nos moldando. As coisas parecem que se encaixam direitinho. Tudo está dando certo. Não esperamos que nada de ruim aconteça. E realmente, nunca podemos esperar coisas ruins! Afinal, Deus está no controle de tudo!
Mas, de repente, o vaso quebra! Vaso quebrado é vaso inútil. Um sinistro acontece! Um imprevisto. O vaso quebrou, e agora? O que fazer? Nossa vida pode ser quebrada por algo que nunca pensávamos ou esperávamos. Mas a vida é assim mesmo! Coisas desagradáveis acontecem! O vaso quebrou!
Penso que muitas vezes é necessário que o vaso seja realmente quebrado. Alguns precisam ser quebrados. São prepotentes, orgulhosos, vaidosos, confiantes em si mesmos. Vivem em função de si e de seus objetivos egoístas. São vasos defeituosos que precisam ser quebrados e refeitos.
Mas, calma, o vaso quebrou nas mãos do oleiro! O oleiro já tinha na sua mente a obra final! Ele já tinha tudo planejado! Ele sabia como seria o vaso. O vaso não iria ficar quebrado. Ele iria refazê-lo e ficaria perfeito.
Voce ou eu, é o vaso quebrado. Deus vai refazer tudo em sua vida! Fique tranquilo! O vaso final ficará perfeito, segundo o propósito do oleiro.

sábado, 4 de abril de 2009

Bom dia!

Bom dia!
Saudação comum e corriqueira, mas pouco usual nos dias atuais. Estamos muito ocupados para cumprimentar uns aos outros com um simples "bom dia".
Um "bom dia" pode significar muito para muita gente. Há pessoas desiludidas com a vida que não acreditam mais em "bons dias". Não acreditam mais nas pessoas, não acreditam em amizade, até porque não têm amigos. Mas apesar de tudo, ainda existem "bons dias". Portanto, deseje um "bom dia" ao seu vizinho, ao seu amigo de trabalho, a um estranho na rua. Quem sabe essa simples saudação poderá realmente proporcionar um "bom dia" a alguém. Pense nisso e tenha um "BOM DIA".